quinta-feira, outubro 21, 2010

History of Rap..My history



Neste vídeo que vi no blog que meu mano Robson (a.K.a Big Black Bastard) relembrei as minhas primeiras referências musicais. Clássicos do Rap americano, que bombavam nos Opalas, Diplomatas, Comodoros e Voyages aqui na Brasilândia. Nessa época o rap nacional ainda estava criando raizes e certamente quem mora na periferia e tem mais de 25 anos assobiava essas melodias. Agora, estou com Rappers Delight de Sugar Hill Gang na cabeça. A essa lista que Jimmy Fallon e Justin Timberlake interpretaram no Late Show, adicionaria "My Mind Playing Tricks on Me" do Ghetto Boys, "Changes" do genial Tupac e a minha preferida: "Grandmaster Flash - The Message."

A lista:
Sugar Hill Gang: “Rapper’s Delight”
Run DMC: “Peter Piper”
The Beastie Boys: “Paul Revere”
A Tribe Called Quest: “Award Tour”
Digital Undergound: “Humpty Dance”
Snoop Dogg: “Ain’t Nutt’N But G Thang”
2Pac (featuring Dr. Dre and Roger Troutman): “California Love”
Jay-Z: “Dream”
The Notorious B.I.G: “Juicy”
The Roots: “The Seed (2.0)”
Eminem: “My Name Is”
Missy Elliot: “Work It”
Soulja Boy: “Crank That (Soulja Boy)”
T.I.: “Live Your Life”
Kanye West: “Golddigger”
Jay-Z and Alicia Keys: “Empire State Of Mind”


segunda-feira, outubro 18, 2010

Summertime

Quinta e sexta fiquei em casa, mas não descansei, pois lá em casa, nem tem como.  Minha vó estava em casa, e isso já altera minha rotina. Pra começar, durmo no sofá, portanto sou o primeiro a acordar. Ou melhor, o segundo, já que o Apolo, meu vira lata rotweiller /pastor alemão acorda antes e “bark his ass off”, acordando toda a Vila Brasilandia as 6:30 da manhã.
Minha avó tem Alzheimer e lidar com ela exige paciência. Mas gosto de ficar sentado ao pé da cama ouvindo suas histórias antigas e as mesmas perguntas a cada 5 minutos.
Sexta a noite, fiquei entre ler um livro à luz de velas e jogar videogame, graças a instabilidade da energia na minha rua.  A cada ida e vinda a luz, uma exclamação da minha avó. 
Entre os “Xiiiiiiiiiiiii, cabô o mundo” e os “Graças a Deus voltou a luz!”, só peguei no sono as 6:30h.
Sábado a noite fui com a Sandra (a.K.a Barack Obama) comprar comida, com R$ 27 reais no bolso. Chegamos à conclusão que não ia rolar e parei no caixa pra pegar dinheiro. O Itaú, banco preferido do Robson (a.K.a. Big Black Bastard)  estava fechado "para minha segurança" e o caixa 24 horas do posto, quebrado. Sai do posto com 21 reais (Amendoim e H2O) e agora sim estávamos "Fukidup." como a Sandra diz.
Galera da Pizzaria jogando truco
Exatamente as 23:59h cheguei em uma Pizzaria pra pagar no débito e pedir pros caras entregarem
Escolhi a pizza e a pergunta na certeza da resposta positiva. I was fucking wrong...
O motoboy, o dono e o garçom jogavam truco no balcão (foto real) e eu perguntei:
- Vocês podem entregar ali no centro?
- Não
- Porque?
- Só entregamos até a meia noite
- Mas são meia noite e cinco
- Não, são UMA e cinco. O horário de verão está no ar!!
Damn! Tem gente que leva o maldito horário de verão muito a sério...
Deixa ele....Dia 20 de fevereiro dou o troco.
Vou ligar lá e dizer:
-Boa noite! Cara você poderia me mandar uma pizza a meia noite em ponto?
-Claro senhor, qual o sabor?
-Quatro Queijos!
-Ótimo, meia noite estará aí!
23:59h toca o interfone, e o cara diz:
- Senhor, trouxe sua pizza, exatamente a meia noite.
- Não, você está adiantado. São 23:00h, Volte em uma hora! O horário de verão está no ar!!
Não vou fazer isso, mas seria legal...

domingo, outubro 17, 2010

Rocky e Eu

Sempre fui uma criança esquisita. Nunca liguei muito para bichos de estimação. Aos 4 anos, tive o Rex, que a carrocinha levou, aos 9, o Tobi, que um dia saiu e nunca mais voltou e o Billy, já com 27 que morreu envenenado por um sapo.
Nessa época, ter um cachorro era uma medida de segurança, já que a nossa chácara, recém adquirida, precisava de um guardião durante a semana.
Em abril de 2007 eu morava sozinho em São Paulo, e fiquei com a incumbência de arrumar um cachorro pra levar pra chácara, em Porto Feliz.
Pesquisei na internet e achei um lugar onde era possível adotar um cachorro. Fui lá sozinho, como era de costume na época e procurei um filhote que não fosse ficar muito grande, mas também não fosse ficar pequeno. Fui levado até uma baia, onde estavam alguns filhotes de 2, 3 meses no máximo. Todos lindos, mas um me chamou a atenção. Era pretinho, com duas manchinhas amarelas ao redor dos olhos. Nos olhamos e vi que aquele seria meu novo amigo. Seu nome: Rocky.
Comprei seus potinhos, ração e uns brinquedinhos, para que ele se acostumasse com a vida em família. Me lembro de ter tirado uma foto no celular, mas, ele de tão escuro, mal apareceu...rs
Ele foi crescendo, se tornando um grande companheiro, para mim e para a minha familia. Crianças, velhos, adultos, enfim, todos se apaixonaram pelo Rocky.
Gostava de descer do carro para abrir o portão e encontrá-lo, com seu rabo enrolado, como diz uma prima minha, balançando de alegria. Mas odiava quando ele passava na frente do carro, sem medo de ser atropelado. Carinhoso até demais, as vezes ficava até chato, mas bastava uma lambida com aquela sua lingua levemente nojenta que minha irritação se transformava em amor.
Confesso que as vezes, ele era meu único amigo, e que saia da minha casa só pra ficar sozinho com ele, vendo a lua e desabafando, como se ele pudesse me entender.
Quer saber? As vezes acho que ele me entendia....Só ele...
Essa semana, meu pai chegou em casa preocupado...Disse que ele apanhou na rua, não se sabe de quem, e estava muito machucado. Ele foi medicado, cuidado, mas hoje cedo, foi se esconder no mato, pra ir embora em paz.
Meu amigo se foi, e com ele, um pedaço de mim...Dele, só me restaram as lembranças, de uma época onde, na maioria dos dias, ele era a melhor coisa. E além disso, ele me ensinou que uma grande amizade vai além de palavras.  Uma simples lambida no rosto em um dia cinza, melhoram a vida de qualquer um.
Me resta brincar com o filho dele, o Apolo. E me dói saber que ele nunca irá brincar com os meus.
E que quando chegar a minha hora, que voce esteja me esperando no portão, balançando seu rabo enrolado.
Até um dia...