sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Poeira

Logo cedo, uma sensação de frustração. Fui pro tudo ou nada, acabei com o nada..É hora de mudar, isso agora é mais do que óbvio. Buscar novos ares, novos desafios, e acima de tudo, reconhecimento.
A pior coisa de acreditar em sua capacidade, é não se acomodar, não se conformar, não deixar de exigir cada dia mais de você. E como diz minha mulher, eu sou meu algoz, não me perdôo. 
Acordei cheio de disposição, mas certas coisas meu espírito não suporta mais, é pesado...
De origem 100% caipira, busco conforto nas lembranças do meu tio, do meu avô, que nunca desistiram da vida, e que se o tivessem feito, eu nem mesmo estaria aqui.
Se pudesse abracá-los hoje, faria com todo o amor que há em mim.
Por eles e por alguns poucos, não vou desistir. Por eles, ouço esta música...



Poeira
O carro de boi lá vai
Gemendo lá no estradão
Suas grandes rodas fazendo
Profundas marcas no chão
Vai levantando poeira, poeira vermelha
Poeira, poeira do meu sertão.

Olha seu moço a boiada
Em busca do ribeirão
Vai mugindo e vai ruminando
Cabeças em confusão
Vai levantando poeira, poeira vermelha
Poeira, poeira do meu sertão.

Olha só o boiadeiro
Montado em seu alazão
Conduzindo toda a boiada
Com seu berrante na mão
Seu rosto é só poeira, poeira vermelha
Poeira, poeira do meu sertão.

Barulho de trovoada
Coriscos em profusão
A chuva caindo em cascata
Na terra fofa do chão
Virando em lama a poeira, poeira vermelha
Poeira, poeira do meu sertão.

Poeira entra em meus olhos
Não fico zangado não
Pois sei que quando eu morrer
Meu corpo irá para o chão
Se transformar em poeira, poeira vermelha
Poeira, poeira do meu sertão.

Poeira do meu sertão, poeira!




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