terça-feira, abril 26, 2011

De Segunda



As segundas já são dias difíceis de engolir, agora, uma segunda depois de 4 dias de feriado, é dolorido!
Agora que eu estou em uma fase nova-iorquina, acordo mais cedo do que nunca pra pegar o ônibus até o trabalho. Pontualmente as 6:10h o celular desperta, e o que me impede de quebra-lo, é o fato de ele não ser um despertador comprado nas Casas Bahia.
Peguei o ônibus das 7:09h e me sentei no único banco que serve para pessoas com mais de 1.90m e estava tentando dar aquele cochilinho. De repente uma jovem bate em meu ombro e pergunta: “Você não quer sair daí pra minha mãe sentar?”.  Eu saí, mas a vontade era falar: “Não. Não quero sair.” Mas, aí já viu.
Vou confessar uma coisa, as vezes eu finjo que estou dormindo pra não oferecer meu lugar no ônibus. Sim, é feio, mas é um trauma dos meus tempos de office-boy.  Certa vez eu estava sentado e ofereci meu lugar pra uma senhora. Ela me respondeu em voz alta, dentro de um ônibus lotado que ia pra Santo Amaro: “Pode ficar sentado, você acha que porque eu sou velha, não aguento ficar em pé? Fica aí, moleque morto.”
Desde então, ou eu finjo que estou dormindo ou saio sem oferecer o lugar.
Voltando a segunda, fiquei de pé pra mãe da jovem sentar e por causa da minha altura, quando as pessoas iam pegar nos ferros pra se segurarem, me davam uns tapões na cabeça, seguido de um “Desculpe”.
Cheguei no trampo quase 2 horas depois de entrar no ônibus, dolorido, amassado e puto. Se eu fosse prefeito, compraria uns ônibus para os altos e gordos. Largos, altos, com uma pessoa por banco, catraca mais larga e uma maquina de café e salgados.
Enquanto isso não chega, vou acordando as 6:10h. Mas, se eu for eleito, vocês vão ver....


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