sexta-feira, agosto 26, 2011

Eu canto eu sou Palmeiras até morrer..

Meus pais, minha irmã e eu estávamos a bordo de nossa Brasília vermelha. Não me lembrava de ter passado naquela região. Com 6 anos, não me lembrava muito das coisas. Mas uma coisa não saía da minha memória, e nas festas da família, repetia para orgulho do meu pai, várias vezes entre os adultos: Martorelli, Ditinho, Vágner, Márcio e Denys. Lino, Caçapa e Edu Manga; Jorginho, Mirandinha e Éder. Meus pais estavam fazendo uma surpresa, e ali começou uma história de amor.

Estádio Paulo Machado de Carvalho - Quarta-feira, 10/06/1986
Uma das imagens que eu nunca me esqueci. A torcida chegando, bandeiras tremulando, gritos daquele povo apaixonado, a luz dos refletores, enfim...
Ali jogaram Palmeiras 2x2 Vitória. Mirandinha fez os dois gols, os primeiros que eu vi ao vivo. E desde então amigos, não consigo imaginar minha vida sem o Palmeiras, sem a energia da arquibancada.
Vi rivais erguerem taças e fiquei lá, firme. Vi Raí, Careca, Muller, Zico, Renato Gaúcho, Bebeto, Romário, Junior, Sócrates levando seus times à conquistas, e continuava lá, torcendo por Serginho Fraldinha, Odair, Tato, Bandeira, Rodinaldo, Bizú e Hélio. Ouvia histórias sobre Ademir, César Maluco, Julinho, Djalma Santos, Jorge Mendonça, Leivinha, contadas pelo meu pai e meu avô, que quase jogou no Palestra. E me perguntava quando comemoraria um título.
Após sofrer e chorar com derrotas e insistir em ir ao Palestra nas noites de chuva e tardes frias, chegou 1993. Vi Edmundo, Cléber, César Sampaio, Zinho e Evair. 

Dia 12 de junho de 1993
Eu gritei, aos 13, "É campeão!", contra o Corinthians, em um show de futebol. Depois desse dia, vi que as piores derrotas valeram a pena, as noites de sono perdido, sempre com meu pai ao lado, não foram em vão.
Veio 93,94,96,98 e claro, 1999. Dia 16 de junho, Campeão da América! 
Depois de uma década de glórias, voltamos a sofrer com a fase negra, a mesma que os rivais já tiveram e terão novamente. Mas não pensem que desistimos, que nos entregamos e deixamos o desânimo tomar conta.
Não somos São Paulinos, nós vamos ao estádio, 12 meses por ano. Não somos Corinthianos, nós temos estádio. Não somos o Santos, temos torcida.

Ainda que o jejum dure mais 10 anos, ainda que Neymares, Gansos, Ronaldinhos Gaúchos não vistam nossa camisa para fazerem jogadas geniais, estaremos lá, toda quarta e domingo, aplaundindo e empurrando 11 caras que ao vestirem a camisa verde, tornam-se gente como a gente, que não desiste. Quem veste verde acredita. Afinal, a esperança é verde, assim como meu coração.
Parabéns Palmeiras, por existir e fazer minha vida mais feliz e cheia de esperança.
Sccopia che la vittoria e nostra! Avanti Palestra!


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