sábado, janeiro 08, 2011

O Palmeiras vai jogar, eu vou!

Nasci dia 27 de dezembro de 1979, as 12:15 minutos em São Paulo. Deste minuto em diante, sou Palmeirense. Impossível seria não ser, já que meu pai é palmeirense doente e meu avô, diz a lenda, foi convidado a jogar no Palmeiras no final da década de 40, mas minha avó, então sua namorada, disse a famosa frase: "É a bola, ou eu".
Lembro da primeira vez que fui ao estádio: Palmeiras 2x2 Vitória - 10/09/1986 - Pacaembu
Meu pai com a minha camisa do Palmeiras de 1986
Era uma quarta a noite, calor, fomos eu, meu pai, minha mãe e minha irmã. Enquanto minha mãe e minha irmã conversavam e andavam pela arquibancada, ao lado do meu pai, eu parecia um louco, gritando e torcendo. E assim é até hoje...
O Palmeiras sempre foi um laço de união entre meu velho e eu. Vamos a jogos, vemos na TV, nos falamos por email sobre contratações, notícias e etc...
De um tempo pra cá, venho pensando muito como pai. Imagino o dia que irei ao estádio com ele e seu avô. Xingaremos, gritaremos e voltaremos pra casa, leves, felizes e com uma certeza. O palmeiras está no sangue, no DNA e no coração da familia Pollisson. Mas que meu filho sofra menos, e veja o time dele ser campeão antes dos 13 anos, porque eu só vi depois!!
 E ai eu contarei pra ele as histórias de Djalma Santos e Julinho Botelho que meu avô contava. As de Ademir da Guia, Leivinha e Luis Pereira que meu pai me conta. E contarei as de Marcos, Evair, Edmundo e Felipão, com a emoção de quem madrugou na fila e viu esse jogo do vídeo abaixo no estádio, com meu pai claro. O jogo mais marcante da minha vida.