terça-feira, abril 26, 2011

Supercalifragilisticexpialidocious*

Hoje tive um dia muito legal. Peguei carona com minha mãe até a Barra Funda e cheguei mais cedo no trabalho. Com isso, tive tempo de escrever os últimos dois textos deste digno blog, selecionar algumas boas musicas de minha modesta coleção e dar uma surfadinha na internet. 
Uma bola de neve do bem foi se formando durante as horas, que agora passam rapidamente. Como é bom trabalhar com o que gosta, onde gosta!
Almoço com a rapaziada, mais trabalho, uma declaração de amor surpresa pra Sandra e algumas lembranças da minha infância, especialmente do natal me deixaram meio emocionado. Imaginei se meus filhos, teriam natais como aqueles. 
Me lembro perfeitamente de um ano, no final da década de 80.
Eu e meus primos, 8 crianças inquietas, corríamos com os novos brinquedos e saboreávamos as coisas que nossas avós faziam para a ceia, e principalmente, para a sobremesa.
Brincávamos durante a Missa do Galo e depois assistíamos os especiais da Globo. 
Neste ano, fazia muito frio em Ribeirão Pires, onde meus avós moravam. Dividíamos um cobertor gigante e colchões no chão, todos grudados vendo TV e começou "Mary Poppins"
Ficamos hipnotizados pela história daquela babá que cantava com personagens de desenho animado e voava com seu guarda chuva. Não entendia como aquilo era possível!
O silêncio, quebrado por alguns "ooh", gargalhadas e batidas de pés que acompanhavam as musicas que Julie Andrews cantava, sempre ficou na minha memória. A luz azul da TV que iluminava nossos olhos intrigados me traz uma saudade imensa.
Deus levou embora duas daquelas 8 crianças e talvez por isso, o Natal nunca mais foi a mesma coisa. Mas ao provocar lágrimas em minha mulher, simplesmente por dizer de surpresa o que meu coração pediu, imaginei como seria um natal com meus filhos, sobrinhos e Mary Poppins na TV. Ao rever este trecho, ao ouvir essa música, sinto saudades...Do que se foi, e do que virá...
Só uma palavra consegue descrever como seria este dia: Supercalifragilisticexpialidocious


   


*Supercalifragilisticexpialidocious é uma palavra inglesa que simboliza uma situação inecreditavelmente especial em nossas vidas.

Chega logo domingo! Vai Palmeiras!



Semana de clássico é dureza. Eu, como bom palmeirense não consigo ficar sem pensar no assunto mais de 10 minutos. A ansiedade enquanto o juizão não bota a bola no meio campo e apita o inicio do jogo é incrível. Tem gente que pensa: “Mas que cara desocupado”.
Mas quem pensa assim é porque não respira o futebol como eu e milhares de outras pessoas no mundo. Uma vitória neste Palmeiras x Corinthians, elimina o rival e deixa a minha semana verde e branca. Já uma derrota...
Não dá pra explicar a tristeza que eu sinto quando o Palmeiras perde um clássico. Perco até a vontade de sair na rua.
Nunca espero que alguém entenda esta loucura. Tenho pena da minha mulher, da minha mãe e da minha irmã que não fazem ideia da angustia que toma conta da gente naqueles aguardados 90 minutos. 

Na hora do gol, a explosão de alegria que contagia o coração. Ao final do jogo, se a vitória vem, a sensação de que a vida até aquele momento valeu a pena.
Infelizmente, essa sensação dura apenas até o próximo jogo..
Já separei minha camisa da sorte, lavada pela última vez um dia após a derrota para o Corinthians, na primeira fase, minha bermuda da sorte, rasgada, mas que eu só jogo fora quando perder e minhas mandingas como o chinelo ao lado do sofá, controle remoto no encosto da poltrona, minha banqueta velha em um ponto estratégico do tapete e muitas outras que só eu e meu pai sabemos. Acredito no verdão, mas não custa uma ajudinha de quem quer que seja!!!

Sccopia che la vittoria e nostra! Avanti Palestra!

De Segunda



As segundas já são dias difíceis de engolir, agora, uma segunda depois de 4 dias de feriado, é dolorido!
Agora que eu estou em uma fase nova-iorquina, acordo mais cedo do que nunca pra pegar o ônibus até o trabalho. Pontualmente as 6:10h o celular desperta, e o que me impede de quebra-lo, é o fato de ele não ser um despertador comprado nas Casas Bahia.
Peguei o ônibus das 7:09h e me sentei no único banco que serve para pessoas com mais de 1.90m e estava tentando dar aquele cochilinho. De repente uma jovem bate em meu ombro e pergunta: “Você não quer sair daí pra minha mãe sentar?”.  Eu saí, mas a vontade era falar: “Não. Não quero sair.” Mas, aí já viu.
Vou confessar uma coisa, as vezes eu finjo que estou dormindo pra não oferecer meu lugar no ônibus. Sim, é feio, mas é um trauma dos meus tempos de office-boy.  Certa vez eu estava sentado e ofereci meu lugar pra uma senhora. Ela me respondeu em voz alta, dentro de um ônibus lotado que ia pra Santo Amaro: “Pode ficar sentado, você acha que porque eu sou velha, não aguento ficar em pé? Fica aí, moleque morto.”
Desde então, ou eu finjo que estou dormindo ou saio sem oferecer o lugar.
Voltando a segunda, fiquei de pé pra mãe da jovem sentar e por causa da minha altura, quando as pessoas iam pegar nos ferros pra se segurarem, me davam uns tapões na cabeça, seguido de um “Desculpe”.
Cheguei no trampo quase 2 horas depois de entrar no ônibus, dolorido, amassado e puto. Se eu fosse prefeito, compraria uns ônibus para os altos e gordos. Largos, altos, com uma pessoa por banco, catraca mais larga e uma maquina de café e salgados.
Enquanto isso não chega, vou acordando as 6:10h. Mas, se eu for eleito, vocês vão ver....


quinta-feira, abril 21, 2011

Coração Paulistano





Tô de volta! Após quase 20 dias de ausência consegui um tempinho pra escrever. A correria tá monstra galera, mas tá muito legal. Em abril, muitas coisas aconteceram na minha vida. E só coisas boas! Mas o melhor de tudo, foi a mudança de emprego.
Agora estou desfilando meu talento no Groupon Brasil, e não poderia estar mais feliz! Ambiente novo, pessoas legais, trampo legal e o mais legal de tudo: trabalho na Avenida Paulista!
Sei que muita gente vai dizer: "E daí?"
Isso começou lá em 1998, quando eu era office-boy em uma empresa pequena na Barra Funda.
Ia fazer os trampos na Paulista e pensava "Porra, deve ser legal trabalhar aqui. Só gente bonita, lugares legais pra comer, shoppings. Um dia eu queria trabalhar aqui..."
E chegou!
É legal rever o tiozinho da banca de jornal, o Bradesco estar no prédio antigo do McDonalds, o número de livrarias, cafés, restaurantes e bares novos, o Arby´s que fechou. Como eu digo pra minha mulher, virei um Nova Iorquino, só transportes coletivos pra ir trabalhar. Cansa, mas é legal ver São Paulo acordando.
Nunca escondi que a Avenida Paulista sempre me fascinou. Algumas vezes eu e meus amigos íamos dar umas voltas a pé, pra conhecer lugares que poucos conhecem, enfim, desvendar esse ícone da cidade mais incrível do mundo: São Paulo...Depois de Nova Granada é claro..
Amigos, prometo que voltarei ao ritmo normal do blog, sinto falta de escrever aqui. Desejo a todos uma excelente páscoa e Good Vibrations a todos!!
Ah, a música toca na minha cabeça toda noite que eu saio do prédio...Não sei porque..


quinta-feira, abril 07, 2011

Que venha 2012

Depois de 10 dias de ausência deste espaço, eu voltei. Ando em uma fase de pouca, pra não dizer nenhuma, inspiração. Os dias lentos, as noites longas, enfim, ando preocupado. Tenho medo de perder o controle sobre a minha vida, os caminhos que gostaria de seguir profissionalmente.
Motivado por esta tragédia que aconteceu na manha desta quinta, dia 7 de abril, dia do jornalista, volto a escrever.
Crianças foram assassinadas dentro de suas salas de aula, lugar onde particularmente, me sentia protegido. Rodeado de amigos e pessoas que olhavam por mim enquanto meus pais trabalhavam.
Imaginando o que eu seria quando crescesse.
Esta manhã, dez sonhos foram interrompidos, dez filhos não voltaram da aula, dez mães não perguntarão aos seus filhos "Como foi seu dia?"
Centenas de vidas ganharam um trauma.
Eu fiquei atordoado, como milhões de pessoas também.
Procuro entender o motivo de alguém entrar em uma escola atirando livremente. Nunca entendi isso nos USA. nunca entenderei em Realengo.
Esse é o mundo em que meus filhos irão viver? Este é o cotidiano que eu terei que enfrentar? Imaginar se meu filho volta ou não pra casa?
O brasileiro encontra todo dia vários motivos para chorar. Como se não bastassem as condições de sobrevivência de grande parte da população do país, agora temos "surpresas" como essas.
Se continuar assim, espero que 2012 chegue mais rápido, pois o mundo está acabando, de verdade.
Hoje, perdi mais uma porção de esperança na humanidade.