segunda-feira, agosto 29, 2011

Vou morrer de saudades...



Ontem era pra ser um dia feliz. Não foi. 
O Palmeiras ganhou, mas eu perdi uma parte feliz da minha vida. A Peggy. Não vou dizer que ela era apenas uma cachorra. Longe disso. Ela era um ser diferente. Convivemos apenas um ano, dos 15 que ela viveu. Já a conheci senhorinha, com seus pelinhos brancos e sua verruguinha na ponta do nariz. Que linda! Quando comecei a namorar a San, a Peggy já era o xodó do pedaço, mandava e desmandava na casa e escalava quem ficaria com ela, pois ela, não ficava sozinha sem comer o sofá, rasgar o couro e comer as coisas que normalmente não se come. 
Revezávamos todos, o Pedro e a Ornella, a San e eu e o Bartô, todos a disposição da dona Elisabeth "Peggy" Lee Jones. 
Com ela dividíamos a cama, a comida, o carro, a vida. Por ela, eu passava no mercado as sextas e levava seu petisquinho. Por ela, eu dormia apertado na cama, pois em um ano de convivência, nos apaixonamos, estávamos sempre juntos, em casa, na chacara, onde quer que a gente fosse, ela era a minha sombra. Nunca vou me esquecer da festa que fazia ao me ver chegar e a cara de tristeza ao me ver sair pela porta. Tampouco vou me esquecer das noites em que ela ia me pedir colo, carinho e me chamava pra dar uma voltinha na chácara, as 4 da manhã.
Ontem, quando ficamos sabendo que ela tinha ido pro céu dos animais, pois é assim que eu quero pensar, já que é impossível que não haja um lugar só para eles, me segurei para não chorar. Sabia que a San, e principalmente o Pedro, melhor amigo da Peggy desde os 3 anos de idade precisariam de mim, mais do que nunca. Só quis pensar nos momentos felizes que ela me deu e a todos que encantou com suas manias de quem sabe que podia tudo.
Hoje ao sair de casa para trabalhar, não pude evitar de lembrar daqueles olhos pretinhos me entreolhando pela porta ao me ver sair, e já no elevador chorei. 

Chorei porque ontem morremos um pouco, chorei porque não vou mais acordar com suas lambidas e latidos e nem vou me irritar com seu peso em cima de mim na madrugada. Chorei porque não vou mais encher o saco dela, pedindo para que ela faça "Cujo" pra mim e porque não falaremos mais ao telefone. Chorei de manhã, choro agora, e ainda vou chorar muito, porque meu bugiozinho se foi e porque sem ela, a San, eu, o Pedro, a Ornella, o Billy e o Tom, estamos órfãos da nossa velhinha.
Negra, nos veremos um dia....Amo você.



PS: Não vou pedir para que vocês abracem seus bichinhos de estimação. Pois quando eles se vão, sentimos que nunca os abraçamos o bastante.



















sexta-feira, agosto 26, 2011

Eu canto eu sou Palmeiras até morrer..

Meus pais, minha irmã e eu estávamos a bordo de nossa Brasília vermelha. Não me lembrava de ter passado naquela região. Com 6 anos, não me lembrava muito das coisas. Mas uma coisa não saía da minha memória, e nas festas da família, repetia para orgulho do meu pai, várias vezes entre os adultos: Martorelli, Ditinho, Vágner, Márcio e Denys. Lino, Caçapa e Edu Manga; Jorginho, Mirandinha e Éder. Meus pais estavam fazendo uma surpresa, e ali começou uma história de amor.

Estádio Paulo Machado de Carvalho - Quarta-feira, 10/06/1986
Uma das imagens que eu nunca me esqueci. A torcida chegando, bandeiras tremulando, gritos daquele povo apaixonado, a luz dos refletores, enfim...
Ali jogaram Palmeiras 2x2 Vitória. Mirandinha fez os dois gols, os primeiros que eu vi ao vivo. E desde então amigos, não consigo imaginar minha vida sem o Palmeiras, sem a energia da arquibancada.
Vi rivais erguerem taças e fiquei lá, firme. Vi Raí, Careca, Muller, Zico, Renato Gaúcho, Bebeto, Romário, Junior, Sócrates levando seus times à conquistas, e continuava lá, torcendo por Serginho Fraldinha, Odair, Tato, Bandeira, Rodinaldo, Bizú e Hélio. Ouvia histórias sobre Ademir, César Maluco, Julinho, Djalma Santos, Jorge Mendonça, Leivinha, contadas pelo meu pai e meu avô, que quase jogou no Palestra. E me perguntava quando comemoraria um título.
Após sofrer e chorar com derrotas e insistir em ir ao Palestra nas noites de chuva e tardes frias, chegou 1993. Vi Edmundo, Cléber, César Sampaio, Zinho e Evair. 

Dia 12 de junho de 1993
Eu gritei, aos 13, "É campeão!", contra o Corinthians, em um show de futebol. Depois desse dia, vi que as piores derrotas valeram a pena, as noites de sono perdido, sempre com meu pai ao lado, não foram em vão.
Veio 93,94,96,98 e claro, 1999. Dia 16 de junho, Campeão da América! 
Depois de uma década de glórias, voltamos a sofrer com a fase negra, a mesma que os rivais já tiveram e terão novamente. Mas não pensem que desistimos, que nos entregamos e deixamos o desânimo tomar conta.
Não somos São Paulinos, nós vamos ao estádio, 12 meses por ano. Não somos Corinthianos, nós temos estádio. Não somos o Santos, temos torcida.

Ainda que o jejum dure mais 10 anos, ainda que Neymares, Gansos, Ronaldinhos Gaúchos não vistam nossa camisa para fazerem jogadas geniais, estaremos lá, toda quarta e domingo, aplaundindo e empurrando 11 caras que ao vestirem a camisa verde, tornam-se gente como a gente, que não desiste. Quem veste verde acredita. Afinal, a esperança é verde, assim como meu coração.
Parabéns Palmeiras, por existir e fazer minha vida mais feliz e cheia de esperança.
Sccopia che la vittoria e nostra! Avanti Palestra!


quarta-feira, agosto 24, 2011

中國食品美容



Ultimamente, devido ao alto custo dos almoços na Avenida Paulista, região que frequento de segunda a sexta no horário comercial, procuro a opção mais barata para o meu VR durar até o fim do mês, ou até o dia do pagamento. E nada é tão barato quanto o chinês da alameda Santos. O restaurante não tem nome, não tem muita variedade de pratos e não tem ninguém que fale português. Mas admito que a comida é boa, e um ingrediente que a deixa mais saborosa é o preço. Hoje, por exemplo, gastei R$ 5.38, contando com a coca de 2 litros dividida em quatro pessoas.
Semana passada, visitamos este curioso local 4 vezes, e não devo ter gastado R$ 30 reais. Mais do que economia, o China possibilita almoços muito divertidos. Afinal, as poucas palavras que ele fala em português, são pronunciadas com uma alegria ímpar pelo dono, o China. 
Frases como: "O banana chegôoooooooo", "Digita o sãin (senha)", "vó bebê guma coza" (vai beber alguma coisa?)
Mas o que mais me assusta é tentar adivinhar o que o China diz aos cozinheiros quando ele fala: 切肉類和相同的狗啟動盤
Eu e os caras achamos que é "Corta o cachorro igual carne de vaca e joga na bandeja onde ele bebia água"
Apesar de o ambiente não ser lá aquele exemplo de limpeza, o China é muito gente boa. Arredonda os centavos sempre para menos, e ainda dá duas bananinhas caramelizadas de brinde para a sobremesa. O que me intriga é a risada que todos os chineses dão quando ele fala 拿起香蕉和糖扔嬰兒嘔吐 e coloca a banana na bandeja.
Mas meu estômago, aparentemente não reclamou. E que não reclame. Cada dia mais, preciso comer no China..

segunda-feira, agosto 22, 2011

Terra, planeta água



Alguns dizem que não viveriam sem Coca-Cola. Outros, que não viveriam sem um amor, sem amigos. Os gananciosos, não viveriam sem poder, dinheiro e os materialistas, sem seus carrões, mansões, iates e aviões particulares. Hoje, eu descobri que não viveria sem água.
Sem a água, nenhum ser vivo pode viver por muito tempo. Ingrediente fundamental em diversos alimentos, a água deveria ser cuidada com mais zelo pelos seres humanos, que a poluem sem o menor remorso.
Não amigos, eu não me filiei ao Greenpeace, nem a nenhuma ONG que promove a preservação da água. Explico o motivo deste post. Peguei um transito infernal para chegar ao trabalho. Em decorrência da alimentação desregrada do final de semana, recheado de amendoim, petiscos, pizza, churrasco, cerveja, caipirinha, Limoncello (providenciado pelo “Bebezinho”), meu estomago não anda 100% hoje. Eu e mais milhares de funcionários dos escritórios do prédio onde eu trabalho estamos sem água, e consequentemente, sem café, sem poder lavar as mãos e pior; sem poder apertar a descarga.
Por isso, amigos, hoje não é dia de fazer merdas ou cagadas no trabalho. Com o perdão do trocadilho. Talvez o conteúdo deste post não seja lá muito relevante para vocês e óbvio, ninguém vai "Curtir". Não julgo, também não estou curtindo...
Mas eu precisava me aliviar....Ao menos por aqui!
Boa semana!


* A água voltou as 18:49h e eu estou aliviado!

quarta-feira, agosto 17, 2011

Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo.



Essa semana reencontrei por acaso uma amiga da faculdade, a Juliana. Ela me disse que ia casar, com o cara que ela conheceu quando cursávamos o último ano. 6 anos depois, a Jú, que enchia a cara de Toddynho e pão de queijo comigo antes das aulas, vai entrar pro time das casadas. 
Ontem, o Pipo, talvez o cara mais injustiçado que trabalhou comigo no #CDC me contou que mudou de emprego. Agora está fazendo o que gosta em uma empresa que respeita e dá a estrutura para o funcionário desenvolver seu papel com tranquilidade, mas claro, cobrando resultados. Ele nunca teve a chance de mostrar o porque estava em nossa antiga empresa. Foi contratado para ser centroavante, mas só o escalaram de lateral esquerdo. Com todo o talento que ele tem, mas que infelizmente nunca foi notado no #CDC, ele vai longe. Ele e todos os que ainda estão lá e não seguiram meu conselho: Catho.
Minha irmã está esperando meu primeiro sobrinho, Gabriel. Ao ver o ultrassom no domingo, me coloquei a pensar que a vida da gente é mesmo como Chaplin descreveu, uma peça de teatro que não permite ensaios, e talvez por isso, estamos sempre no caminho do inesperado. Ver a alegria dos papais, dos avós e dos tio aqui é uma sensação inexplicável. No último dia dos pais, isso ficou ainda mais evidente, ao reunirmos a família toda e percebermos que todos nós estamos envelhecendo, juntos e unidos. 
Meu primo, Danilo, que há pouco tempo era um bebê, já tem, aos 11 anos, um blog sobre videogame. Maravilhas da inclusão digital? Quem sabe? A Mariana, que enquanto o Gabriel não chega é a bebêzinha da família, já tem seus quase 5 anos e é uma das crianças mais inteligentes que eu já conheci, e certamente, a mais hiperativa. Ainda mais agora com sua cachorra, Duda, a tiracolo.
Eu sou um caso a parte nessa história de mudanças. Mesmo com todas essas transformações nas vidas dos meus amigos e na da minha família, de longe, fui eu o que mais mudou nos últimos anos.
Há dois anos, exatamente no dia 29 de abril de 2009, meus pais estavam em Campos do Jordão e eu, sozinho em casa, me peguei pensando nas injustiças da vida, talvez ainda bravo com Deus por ele ter levado, de maneira brutal, meu primo e meu grande amigo Daniel, pouco mais de um mês atrás.
Já dizia Ferris Bueller, "a vida passa muito rápido". E passa mesmo, nesta época, aos 29, não conseguia imaginar um futuro pra mim. Hoje, aos 31, este passado parece que nem mesmo foi meu um dia. Se antes eu era o louco inconsequente, que achava que seria jovem para sempre e não ligava pro amanhã, por não fazer questão que ele chegasse, hoje, saboreio a vida em pequenos goles, tragos ou como queiram. Vivo cansado de tanto trabalhar mas muito feliz por ser o cara que passa no mercado na volta do trabalho pra levar as compras para a minha mulher fazer um jantar delicioso, mas que no outro dia acorda cedo para buscar a TV no conserto. Acho o máximo chegar em casa e ser recebido por 2 gatos e uma cachorra com uma alegria ímpar e por um abraço carinhoso e beijos cheios de amor. Divido com esta mulher, a minha San, alegrias e tristezas, piadas boas e ruins e sonhos, construídos em cima de muito amor e trabalho...
E eu trabalho, muito, de segunda a sexta, das 9 da manhã até XXXX com toda a alegria, disposição e energias boas que, em minha modesta opinião, ajudam a melhorar o clima no escritório. E a cada "bom dia crianças" que eu falo ao chegar no Groupon, fecho os olhos por alguns segundos para mandar boas energias para os amigos do #CDC que por dois anos ouviram esta frase todas as manhãs e que ajudaram, muito para que o cara de 2009 se transformasse no cara de 2011.
Na verdade esses caras dos livros de autoajuda tem razão: somos o que queremos ser. E eu quero ser, o cara de 2011, até que o de 2012 chegue!

Um abraço a todos que acreditam que a vida é um instrumento da nossa vontade, um carro em que você assume a direção que quiser. Especialmente para o Pipo, a Juliana, todos, sem exceção que fizeram da minha vida no #CDC muito mais fácil, aos novos amigos do Groupon e claro, à pessoa que hoje me dá as certezas que eu precisava para ser uma pessoa melhor. San..