domingo, novembro 27, 2011

As time goes by





Somos todos carentes. Fato! Uns mais, outros menos, enfim, cada um reage de um jeito à solidão. Uns procuram companhia, outros, como eu, se isolam do mundo e criam um universo paralelo onde não existe telefone. Desde que fiquei solteiro tem sido assim. Passo a maioria dos finais de semana sem pronunciar uma só palavra, a não ser com caixas de supermercado, atendentes de delivery e motoboys. 
E faço aqui o mea culpa, eu não ligo pra ninguém mesmo. Até porque parto do princípio que se alguém não te liga há muito tempo é porque tem coisa melhor para fazer.
Ontem ao sair do Groupon lá pelas 22h recebi um sms de um amigo que eu não via há um ano. Nos encontramos em um posto pra tomar uma cerveja e conversar. Solteiro há uns meses, ele me disse que não consegue ficar sozinho, se deprime, fica triste e então acaba preenchendo este vazio com aqueles rolêzinhos de satisfação momentânea, que causam a terrível ressaca moral.
Depois de várias cervejas madrugada afora, nos despedimos e eu disse a frase que eu ouvia de um amigo frequentemente. "O tempo é foda. Ele muda as coisas sem que você perceba."
Hoje eu acordei com aquela preguiça de quem deve ter trabalhado umas 70 horas semanais e que dormiu só 30, sem coragem para nada. Tempo feio, nada pra fazer, chuta, dormi de novo. Acordei e fui ao mercado, comprei uma garrafa de um bom vinho chileno, queijos e fiquei aqui, ouvindo um jazz e lendo um livro que eu deveria ter terminado (já tem um ano que eu ganhei).
Aí uma outra amiga me manda um sms e pede pra eu entrar no msn (sim, ainda existe msn). Enquanto ela desabafava sobre a solidão e o mal que isso causa nela, reclamando que tem muita gente que não quer nada com nada e ela sabe o que quer e foi falando até que eu a interrompesse.
- E o que você quer?
- Uma família para compartilhar as coisas, a vida
Aí que eu acho que está o erro de todo mundo. As pessoas acabam tentando enxergar tão adiante que não conseguem enxergar o caminho para se chegar até lá. Não consigo entender alguém que tem como objetivo de vida, namorar e casar. A vida é mais que isso! Queira conhecer alguém especial, que desperte em você a vontade de estar apenas com ela para sempre. É muito arriscado confiar sua felicidade apenas nas mãos de uma pessoa, achar que namorar, casar é a solução de seus problemas. Confesso que a solidão nem sempre é boa, mas será que forçar a barra para estar em um lugar que não queremos, com pessoas que não queremos, também não é legal. E nem tô falando isso porque acho que sou um "lobo solitário" ou um solteirão assumido, não mesmo! Se teve uma semana que eu precisei de colo, cafuné, abraço e aquela paz que você sozinho não é capaz de encontrar, foi esta que passou. Mas e aí? Dorme que passa, negão! 
É óbvio que eu também sonho em ter uma família, filhos, uma esposa que eu acorde com café na cama e um CD dos Beatles enquanto arrumo a mesa com frios, sucos e bisnaguinhas...enfim.
Você pode estar aí pensando que tudo isso é baboseira, mas acho que se não gostamos de nossa própria companhia, ninguém irá gostar também. 
Viva o hoje e pense no amanhã, não no ano que vem...Afinal, o tempo é foda. Ele muda as coisas sem que você nem perceba.



sábado, novembro 26, 2011

Para Helena...






Sábado, 26 de novembro de 2011
Mais um final de semana que teria tudo para ser xôxo. Mas eis que nasce uma estrela, Helena. Amor a primeira foto..Engraçado como o tempo passa. Anos atrás, em 1988, conheci as primeiras irmãs gêmeas, Lais e Luíza, na escola. Muito inteligentes, esforçadas, divertidas e tímidas. 
Estudamos juntos por quase 10 anos..é muito tempo. Além das manhãs na escola, gostava das visitas tardes nas tardes de calor, nós já com 16, 17 anos, conversando sobre o futuro, faculdade, fazíamos fofocas sobre o povo da escola (não se espante, você também faz isso) e eu aproveitava um pouco para aprender com a melhor professora que eu já tive, Wanda, a mãe delas. Não tô falando de aprender geografia, acreditem, até hoje eu me confundo com estados, países, capitais, não sei muitos nomes de rios e muito menos de tipos de vegetação. Ela nos alimentava com a cultura, o passado de lutas por dias melhores e   palavras que eu nunca esqueci, como: "Não queira melhorar o futuro do mundo, queira melhorar o seu futuro." E óbvio, me acabava com os bolos deliciosos da vó Cida (saudades, vó). E assim fomos crescendo e, mesmo nos vendo menos, tem coisas que a distância não afasta. Estamos sempre nos encontrando em aniversários, encontros da turma e outros eventozinhos.
Hoje, nasceu a filha da Luiza, Helena. Confesso que ao ver as primeiras fotos não consegui segurar a emoção. É como se fosse uma sobrinha minha, de verdade.
Não imagino outro futuro para essa menina a não ser de felicidade, por ter nascido em um berço cheio de união, alegria, paz, amor e respeito. Seus pais, Luiza e Zé, são pessoas simples, de boa índole e bom coração. Não bastasse isso, a Wanda, Laís, Vó Cida, o Reynaldo, popular Den, e os "agregados", fazem desta família, uma família que é um pouco minha, mesmo com minha ausência nos últimos anos.
Dar parabéns só a vocês pelo nascimento da Helena seria uma injustiça gigantesca, então, Helena, saiba que você está de parabéns também, pois você não poderia ter dado sorte maior neste novo mundo!
Beijos do Tio!





quinta-feira, novembro 24, 2011

What's up, Doc?




20 minutos olhando para essa estante foi foda
Saí do Groupon, andei quase 1km e cheguei no consultório da Dra Marli, para mais uma sessão. Hoje, confesso que não estava muito afim de ir. Tava na vibe de ir ao cinema, tomar uma cerveja, sei lá, fazer alguma coisa que não faço há tempos. Mas quando estava dando uma olhadinha no site do Cinemark, chega um SMS: "Malucão, pode vir, tô esperando. Beijo."Aí tive que ir. 
Cheguei, a Glória abriu a porta, interfonou e eu entrei na sala dela, decorada com belas pinturas, estátuas de bronze, uma estante escura repleta de livros, muitos quadros, fotos do marido e das filhas, diplomas e prêmios. Ela ficou me olhando, talvez meio que para sacar como eu estava. E eu fiquei com cara de tonto, estranhando o silêncio dela.
Ficamos nos olhando durante uns 2 minutos até que ela quebrou o silêncio e me perguntou: 
- E aí, como você tá hoje?
- Normal
- Normal do ser humano ou no seu normal?
- Tem diferença?
- O que você acha?
E caímos na risada...E então ela me disse:
- Sabe, li seu último post, vi suas fotos, acho que te falta uma coisa que você ainda não percebeu.
- O que?
- Um amigo que estenda a mão à você. Você não costuma "pedir ajuda", tanto que a maioria dos seus amigos nem sabe que você anda meio chateado. Hoje, não vou te analisar, te julgar, avaliar, nem nada. Vamos conversar, ver o que você anda pensando, do que você gosta, do que você tá de saco cheio. 
E aí ficamos conversando, como amigos mesmo. Tirei o tênis, sentei no chão e conversamos uns 50 minutos. Ela se levantou, acendeu um cigarro e me perguntou: 
- Tá com fome?
- Tô
- Vamos "tomar um lanche"?
- Vamos
Fomos ao shopping, comemos no The Fifties e passamos na Livraria Cultura. Lá ela foi me indicando uns livros e de repente, me perguntou
- Porque as vezes você escreve coisas tão tristes?
- Não sei, escrevo o que eu tô sentindo...
- Mas não é ruim saber que todo mundo vai ler?
- Não escrevo para os outros, escrevo para mim
- E você nunca apagou nada que escreveu depois que passou a tristeza?
- Não. Gosto de reler e perceber a evolução em alguns aspectos, da involução em outros e da revolução na maioria deles.
- E porque você não conversa com um amigo sobre essas coisas que te incomodam?
- A maioria das pessoas que ouvem essas histórias evitam de me chamar para "tomar um lanche" depois.
- Quer dizer que você acha que somos amigos?
- Se o convênio cobrir amizade, sim
- Mal educado. Você acha que eu te chamei aqui porque quero fazer você se sentir menos sozinho?
- Acho. É mentira?
- É
- Então paga a conta, vamos ver.
- Vai se foder!


Acho que a partir de hoje ganhei uma amiga, ainda que o convênio cubra... 



sábado, novembro 19, 2011

All we need is love


O depoimento mais emocionante que eu li nos últimos tempos. Uma história de amor, companheirismo, dor e superação. A jornalista inglesa Eleanor Jeffrey descobriu um câncer de mama no ano passado. A doença se espalhou para outros órgãos, enquanto ela vivia o auge da paixão com seu então namorado, um produtor de TV. Mesmo com a perspectiva de ela não viver até a próxima virada de ano, ele decidiu pedi-la em casamento. Leia aqui o depoimento que ela deu ao jornal inglês Daily Mail.

  Reprodução/DailyMail
“Navegando em um site de produtos para casamento há algumas semanas, eu estava prestes a clicar em 'Comprar' em alguns cartões de ‘reserve a data’, quando os meus dedos hesitaram sobre o teclado. Meus olhos se encheram de lágrimas, enquanto eu olhava para o meu computador e mil pensamentos acelerados passaram pela minha cabeça. Meu noivo Tom e eu reservamos um castelo no interior da Inglaterra para o nosso casamento. Escolhi um vestido vintage para andar pelo corredor. Mas quando chegou a um clique de distância de confirmar minha data de casamento, em junho de 2012, tive um momento de hesitação, porque, de acordo com meus médicos, eu poderia não viver para ver isso.
No início deste ano, eles disseram que o câncer que venho lutando contra há 18 meses é terminal. Tenho 28 anos e, segundo especialistas médicos, eu não vou viver para ver o ano novo, e muito menos para o próximo verão.
Foi na primavera do ano passado que senti pela primeira vez uma coisa esquisita no meu peito esquerdo, quando tomava banho de manhã. Fui a um pronto-socorro perto de casa e eles me disseram que era "apenas uma coisa hormonal”. Desconfiei do diagnóstico. Três semanas depois, fui a um ginecologista e fiz uma biópsia e uma ultra-sonografia. Descobri meu câncer de mama naquele mesmo dia.
Evidentemente, foi um choque terrível e eu caí em lágrimas. Eu não esperava esse diagnóstico. Tom, meu noivo, estava pálido e em choque também. Estávamos juntos há apenas um ano. Ele é um produtor de TV e nos conhecemos em um site de namoro quando eu tinha 26 e ele 32 anos. Ele era inteligente, gentil e engraçado, mas tinha sido um relacionamento e demoramos a começar a namorar de fato. Gostamos um do outro, mas havia tanta coisa acontecendo em nossas vidas naquela época, que não conseguíamos ficar muito tempo juntos. Ele nem sequer tinha dito 'eu te amo' ainda.
Mas naquele dia, como fomos levados para uma sala privada para absorver o choque, ele disse essas palavras e nunca vou esquecê-las. Foi um momento que cimentou nosso relacionamento e nos preparou para o futuro. Durante os oito meses seguintes, fui submetida a uma mastectomia, seis ciclos de quimioterapia e, finalmente, sessões diárias de radioterapia.
É claro, foi traumático e perturbador, mas quando tudo acabou eu senti que eu tinha feito a minha parte para me curar do câncer e voltar a ter uma vida normal, como jornalista de TV e o mais importante de tudo: planejar meu futuro com Tom.
Mas em janeiro, comecei a sentir uma dor na lombar. Mas ela só aparecia quando eu fazia exercícios físicos, então não achei que fosse nada sério. Como eu tinha ficado cinco meses praticamente deitada e depois comecei a correr, achei que simplesmente tinha exagerado.
Comentei sobre essa dor com meu oncologista, que ordenou uma varredura do osso e encontrou uma área de cerca de preocupação na minha pélvis. Ela pediu uma radiografia e, para nosso alívio, os médicos disseram que não havia sinal de câncer.
Mas a dor piorou. No início de maio, depois de eu insistir para fazer uma ressonância magnética, os resultados chegaram uma médica me chamou de novo: "O exame mostra que há câncer na pélvis", disse ela.
Mantive a calma. Eu sabia que a propagação do câncer de mama até o osso não era uma sentença de morte imediata: tinha lido sobre mulheres que vivem há 20 anos com este tipo de doença. Olhei para Tom, que estava pálido de novo. Ele perguntou: 'Qual é o prognóstico de Ellie? "
"ATRASAR O INEVITÁVEL"
Eu nem estava pensando em quanto tempo eu havia ainda tinha, até que ela respondeu: "Não gosto de dar prazos".
"Bem? Seis meses? Três meses?" Perguntei, achando que esse período era uma estimativa conservadora e que ela responderia ‘mais de cinco anos’. Em vez disso, ela disse:
"Mais de três meses."
Me senti estranhamente calma e estóica. Queria saber quais os passos que poderíamos tomar em seguida. A médica disse que a quimioterapia poderia atrasar o inevitável, mas me faria mais doente. Ela praticamente me sugeriu desistir do tratamento. Senti uma enorme dormência pelo corpo.
Tom e eu decidimos passar um fim de semana na praia para organizar nossos pensamentos. Mas ele não conseguia comer e eu não conseguia dormir. Caminhando pela areia, eu fiz ele prometer que seria capaz de viver sem mim. Eu me sentia como uma decepção para ele. O câncer queria roubar nosso futuro. O futuro ao lado de um homem que eu amava tanto. Não suportava a ideia de que não poderia dar a ele tudo o que ele sonhava.
Comecei a considerar a hipótese de que terminar o namoro para que ele pudesse ser livre o quanto antes. Mas eu sabia que ele não me deixaria por conta disso. Sempre que eu dizia que ele não merecia passar por tudo aquilo, ele respondia: ‘Mais importante, nem você’.
Tivemos de arrumar forças não sei de onde. Trocamos de oncologista que renunciou ao seu pagamento e me aconselhou a começar a quimioterapia. Ele também nos informou de vários casos em que a quimioterapia não funcionou.
Fiquei contente com essa segunda opinião, mas o exame seguinte mostrou que o câncer tinha se espalhado para o fígado e os pulmões. Em junho deste ano, comecei a tomar um medicamento de quimioterapia oral chamado capecitabina, que tolerava bem. Tive poucos efeitos colaterais, e estava particularmente aliviada porque a medicação não me faria perder os cabelos.
Depois de nove semanas, fiz outro exame e a notícia foi boa. Eu estava respondendo à quimioterapia e os tumores foram encolhendo.
Tom e eu fomos para a Grécia durante uma semana em agosto. Eu estava ansiosa para nadar no mar e me deitar ao sol. Sem consultas no hospital, sem e-mails, apenas nós dois e praias arenosas. Nos hospedamos em uma casa de campo incrível. A vista para o mar azul turquesa era de tirar o fôlego. Em nossa segunda noite, Tom e eu voltamos para a casa depois do jantar e Tom sugeriu irmos para a piscina para ver o céu estrelado.
As luzes da piscina não estavam funcionando e estava escuro como breu. Olhei para as estrelas, brilhando no céu de tinta preta. Em olhei para trás para encontrar Tom. Ele estava de joelhos, com um enorme anel com um papagaio no lugar da pedra – o que ele explicou mais tarde, era uma piada e eu poderia trocar pelo anel que quisesse.
Eu ri. Disse que sim, me casaria com ele. Não conseguia parar de chorar de felicidade.
Foi mais um sinal de que iríamos enfrentar o futuro juntos. Telefonamos e mandamos mensagens de texto para nossos amigos e parentes, contando as novidades na volta para casa. Pela primeira vez em meses, tínhamos uma boa notícia para compartilhar - nos amávamos e estávamos casando.
De volta a Londres, compramos um lindo anel de ouro branco e diamante.
Na minha situação, acho que a maioria das pessoas teria corrido para um cartório para casar. Mas Tom e eu queríamos planejar o nosso casamento para junho de 2012. Foi um ato ousado - queríamos e precisávamos de um objetivo para olhar para frente.
Um outro oncologista me disse que conheceu um paciente que viveu muitos anos sob o mesmo tratamento de quimioterapia que estou fazendo. Também falou que se esse parar de funcionar, posso tentar outras quimios, e que também há estudos em andamento sobre novas drogas.
Também sei que há a possibilidade de viver apenas mais alguns meses. Mas uma possibilidade não é uma certeza.
Uma vez que o câncer de mama é secundário, é incurável - mas isso não quer dizer que eu não posso viver com a doença para os próximos anos. Eu rezo para viver e ver o dia quando o câncer em que o câncer será como a diabetes, uma doença crônica que pode ser gerenciada e não é necessariamente fatal.
Planejar o casamento tem sido uma distração bonita – visitar os locais, escolher as flores, fazer a lista de convidados. Agora amigos estão perguntando: 'Você já encontrou um vestido? "Em vez de:' Quando é o seu próximo exame" É claro, a preocupação com a velocidade de que o câncer vai se espalhar e a vida do Tom vai ser cruelmente interrompida é constante.
Eu também penso nas coisas que poderia perder. Ontem à noite, estávamos nos beijando. Segurei o rosto dele em minhas mãos e me perdi durante o momento. De repente, eu estava me perguntando quantos beijos ainda que nos restam.
Temo por Tom. Como ele vai ficar se eu morrer? Eu não posso ser positiva o tempo todo, e às vezes digo: 'Preciso que você me diga que vai ficar tudo bem', mas logo depois percebo que é uma coisa ridícula de pedir para ele.
Meu pensamento mais angustiante é de que Tom pode ter que voltar para um apartamento vazio e ter de limpar meu lado do armário. Implorei a minha mãe para fazer isso e poupá-lo desse sofrimento.
Não podemos estar atolados em pensamentos sombrios, no entanto. É importante ter mais de olhar para frente após o casamento, por isso estamos esperando para ir para a África em lua de mel, em seguida, mudar para uma casa maior quando voltarmos.
Tenho pensado em escrever ‘cartas finais’ para Tom, para a família e aos amigos, dizendo-lhes o quanto eu os amo, mas no momento não estou preparada. Quando eu começar a perder peso drasticamente e realmente parecer doente, sei que será a hora de escrever essas cartas.
O resultado do meu último exame, em setembro, mostrou que o maior tumor em meu fígado tinha encolhido por mais de 50 por cento, por isso espero que Tom e eu tenhamos mais tempo juntos do que pensávamos.
Vamos nos casar, e teremos um futuro feliz juntos. Qualquer outra alternativa é insuportável de se pensar.”

Under my wings








O destino é mesmo engraçado. Mesmo tendo acordado cedo, não consegui dormir toda a madrugada e não entendia porque. Mas só agora, por volta das 5 da manhã que eu vi o motivo. Retomei uma função que sempre foi só minha, mas que honestamente, minha mente perturbada me fez deixá-la de lado. Sacudi as asas empoeiradas e voltei a ser o anjo da guarda da minha amiga/irmã Carol.
Ela me chamou pelo chat do Facebook, tinha acabado de chegar da festa de 15 anos da prima e tava se sentindo velha. Começamos a conversar  sobre as coisas da vida, idas e vindas, saudades da infância, quando eu perguntei se ela pudesse recomeçar a vida de uma época, qual seria.
" Minha infancia...Quando meu pai era imbatível, minha vó me levava pra passear, minha mãe me pegava no colo e me protegia de todos os monstros que tinham no meu quarto. Meu irmão me dava mamadeira, aliás, na verdade colocava o dedo na minha boca e quando eu acordava e via que não era a mamadeira, lá estava ele morrendo de rir"
E me devolveu a pergunta. "E você?"
"Não sei, acho que até os 15 minha vida era perfeita...depois, sabe se lá porque, eu apanhei demais da vida...Reagi errado, esqueci pessoas, magoei tantas outras. Mas sei lá, pensando melhor, acho que não trocaria não..Quem me garante se eu mudasse alguma coisa, teria vivido as coisas boas que eu vivi?"
Em 2005: Eu com 25 e ela com 19. Que absurdo!
Conheci a Carol quando eu tinha 19 e ela 13, criança, menina de tudo. Hoje ela é um mulherão em todos os sentidos. Linda, inteligente, divertida, carinhosa, enfim, é uma das partes boas da minha vida. Durante muito tempo, fui seu anjo da guarda. Juntos, vivemos muitas coisas: viagens, conversas sérias, outras sobre nada. Nos apoiamos em momentos insuportáveis, nos divertimos em dias inesquecíveis, nos abraçamos em horas memoráveis. Agora eu sei que ela tá em excelentes mãos. O Rafa é um grande cara e talvez por isso minhas asas estão pegando poeira. Mesmo que tempo afaste as pessoas daquele convívio diário da juventude, os sentimentos verdadeiros do coração da gente são eternos. Talvez nada seja como foi um dia, quando tudo era mais fácil, mais adolescente, mas de uma coisa, Carol, você não pode ter dúvida: se um dia precisar do seu irmão mais velho, mais inteligente e mais ranzinza, não esqueça que eu estarei sempre aqui. Enquanto isso, pense grande, voe alto, não tenha medo de cair... 
Seu anjo da guarda, mesmo que muitas vezes de longe, está sempre de olho...


PS: A música é clichêzão, eu sei. Mas são 6h30 da manhã!



Mooointo bom!



AVISO: Este post contém alta dose de nostalgia. Caso decida prosseguir, clique em play no link abaixo, ouça a música e viaje até os anos 80.





Esta semana eu tive momentos horríveis e outros muito bons. Este blog nunca esteve tão movimentado, foram 7 posts em uma semana, meu recorde pessoal. Como vocês já repararam, aqui eu escrevo com o coração, sem qualquer filtro, revisão ou cuidado, e até que coleciono alguns elogios. A semana foi curta, porém corrida, a sexta-feira padrão Groupon, muito trabalho, dobras e, graças a Jah (pra vocês, Pinky e Cérebro) tudo certo. 
Por isso, não via a hora de chegar em casa e tomar minha cervejinha solitária de toda sexta-feira. Sim, a sexta é minha, só minha. Mas uma encomenda trazida pela minha amiga/vizinha/revisora/companheira de aniversário, Vivian, mudou esta rotina.... 
Barulhinho de flashback, câmera desfocando lentamente.
Em 1988, bebi pela última vez o melhor achocolatado da história, Brown Cow, aquele da vaquinha, que como diziam na propaganda, era "mooito gostoso". 24 anos se passaram e eu nunca mais ouvi falar dessa deliciosa mistura achocolatada.
Barulhinho de flashback, câmera focando lentamente.


Fê, não fazendo idéia do que tem nas mãos
A Vivi achou em uma máquina do tempo um mercado no Butantã esta delícia que voltou às prateleiras, mas que eu nunca mais tinha visto. Fiz a encomenda e recebi no mesmo dia, (alô CDC) o que despertou a curiosidade dos meus jovens colegas de Editorial que não pegaram a fase da vaquinha marrom e o as tentativas frustradas do Roger, meu contemporâneo, em tentar me convencer a partilhar esta maravilha retrô.




Enquanto uns achavam quer se tratava de um Toddynho Old School, de um Nescau engarrafado e ou de um Quik reloaded, o Thomaz me perguntava se era pra tomar na garrafinha, como se fosse um Gatorade. Pobres crianças, criadas com Sustagen, Chocomilk e afins. 
Hoje adicionei duas certezas à minha vida:
1º Eu estou ficando velho de verdade
2º Brown Cow still rules! Ainda é MOOOOOOOOOITO BOM!!


Não é assim, Thomaz!





quinta-feira, novembro 17, 2011

O amor é contagioso











Cara amarrada no Groupon o dia todo. Pra quem perguntou, falei em poucas palavras que meu feriado tinha sido uma porcaria, com exceção da sexta-feira. O fato de ter que aceitar a solidão completa me chateia bastante, não dá para esconder. Depois de ir à Dra. Marli, minha psicóloga, voltei com a sensação de derrota elevada a milésima potência, senti as rachaduras em meu coração transformarem-se em canyons e vi meu futuro ruindo. Eis que entra o amor da minha vida, a mulher que eu vou cuidar pra sempre, a dona deste coração louco e a
pessoa mais incrível que eu conheço.
Brava, possessa, puta da vida, após mais uma das minhas explosões, ela respira fundo e me diz, com firmeza, tudo o que psicólogo nenhum diria. São coisas que só o amor permite e o amor é contagioso.
Amanhã vou acordar, faça chuva ou faça sol, feliz. Tenho meus pais quase sempre em casa. Vou para o trabalho, ali, na Avenida Paulista, matar o sonho do menino caipira, de andar naquele mundaréu de gente. No Groupon, sou rodeado de gente do bem, pessoas que dão aos meus dias doses incríveis de alegria e aprendizado. Faço textos muito bons e outros nem tanto, mas eu não desisto. A solidão bate e eu esquivo e contra-ataco. Se não for bater um Fifa 12 com o Felipe, vou tomar uma cerveja com os caras, vou buscar com o Roger o chá da sua Milady. Sofro, choro, fico puto com o Verdão, mas não posso parar de cantar "Palmeiras minha vida é você!"
Posso segurar vela para os meus amigos casados, qual o problema? Solteiros, casados, divorciados ou enrolados, eles são os melhores amigos do mundo. Vou comprar um saco de biscoito de polvilho e sentar com a minha avó, mesmo que ela não saiba mais quem eu sou por causa do Alzheimer, eu nunca me esquecerei do que ela foi e sempre será para mim. Vou no samba do Novo Toke, vou levar meus primos no cinema. Vou comprar presentes para o meu sobrinho que ainda nem nasceu, mas que já é a criança que eu mais amo nesse mundo. Vou acabar com o crime em Gotham, levar o Palmeiras ao título mundial e combater a máfia na Los Angeles da década de 40, tudo isso sentado em frente ao meu Xbox 360.
E vou continuar indo a doutora Marli, porque preciso me preparar para a maior aventura da minha vida: o futuro. Um futuro que eu não faço idéia de como será, mas tenho certeza que será ao lado dela, a mulher que nunca vai me abandonar, que me aceita como eu sou, que mesmo separada de mim, cuida como se eu fosse a coisa mais valiosa do mundo e me ama até quando eu não mereço.
San, obrigado por tudo. Você é e sempre será a estrela que vai me tirar das noites de escuridão. E eu nunca, nunca mesmo, desisti de você, do Minduim, da Manu, da casa azul e do Bono. E não será desta vez que eu vou desistir.
Te amo...No matter what

Se contagiou? Então compartilhe e espalhe o amor por aí!






quarta-feira, novembro 16, 2011

Nunca é tarde...







Quantas vezes você se pegou sozinho e se pôs a pensar em sua vida e nos rumos que ela tomou? Você já parou para pensar em quantos sonhos você teve que abrir mão? E porque? Você sabe? Estou beirando os 32 anos e me lembrei de cada coisa que eu vi, vivi ou ouvi neste tempo todo. Claro que eu não sou velho, mas sou mais velho que muita gente.  Queria poder entregar uma lista de tarefas para o Léo, que em alguma outra dimensão, tem 15 anos. Nela, escreveria algumas coisas úteis, outras, nem tanto...


Proteja a quem você ama, eles nunca irão se esquecer disso
Pense antes de falar
Tome banhos demorados
Coma verduras, legumes e coisas gostosas
Beba devagar e não misture bebidas
Viaje bastante, se não tiver para onde ir, escolha um ônibus confortável e decida o destino no caminho
Respeite os mais velhos, mas não desrespeite os mais novos
Deixe os computadores, videogames e televisores para quando você estiver sozinho em casa
Ligue para seus amigos distantes, estreite laços, um dia você pode precisar de um amigo e não saber onde encontrá-lo
Aprenda que em todos os relacionamentos a palavra chave é equilíbrio
Livre-se dos preconceitos, mágoas, tristezas o mais rápido que conseguir
Aprenda a controlar seus impulsos, sejam eles bons ou ruins
Fique descalço
Vá a praia, ao campo, veja o que Deus fez para você
Cuide de sua saúde, sem ela, você não vai muito longe
Beije e abrace seus pais ao sair e ao chegar em casa. Quando você não os tiver por perto, lembrará de cada dia que o deixou de fazer
Tenha um time de futebol, um amigo do sexo oposto e um animal de estimação. Eles farão você entender melhor a vida
Sonhe acordado, fale sozinho, experimente um novo jeito de andar e ouça músicas diferentes.
Mude de opinião, mas não mude seus valores
Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo
Ame como se não houvesse amanhã, cante como se ninguém pudesse ouvi-lo e dance como se você fosse invisível
Não tenha vergonha de pedir ajuda, chorar ou dizer que não sabe alguma coisa
Não se esqueça de escovar os dentes no mínimo 3 vezes ao dia
Faça terapia antes que você realmente precise
A vida tem vários caminhos que se resumem apenas em dois: certo e errado
Esteja sempre perto de quem você gosta, mas não dependa delas para ser feliz
Desfrute de sua companhia. A solidão pode ser divertida
Tome sol, aprenda a nadar e a andar de bicicleta
Divida sonhos, some experiências, subtraia as tristezas e multiplique o amor
Cuidado com o que você deseja
Ouça seus pais, eles quase sempre sabem mais do que você
Acredite em alguma coisa
Cuide de alguém
Saiba discernir responsabilidade de culpa
Não julgue antes de ouvir os dois lados da história
Não confie em quem beija de olhos abertos
More fora do país, aprenda mais de um idioma
Mude o visual
Diga eu te amo quando sentir vontade e não diga quando não sentir
Aprenda com seus erros
Peça desculpas, mas não ache que é o suficiente. Não faça novamente...
Tire bastante fotos
Vá ao show de sua banda preferida
Deite na grama, mas cuidado com as formigas
Seja independente, mas saiba que você não está sozinho
Faça questão de quem faz questão de você
Não perca tempo com brigas, fofocas e mentiras, a vida passa rápido
Não tenha pressa, quando menos corremos, mais apreciamos as pequenas coisas da vida, que são as que valem a pena de verdade
Tenha foco, mas tenha um plano B
Nunca é tarde 
Enfrente seus medos, frustrações e angústias com serenidade
Não abra mão de momentos de silêncio, de noites de sono, de beijos apaixonados e de perguntar quando tiver dúvida
Acredite em você e duvide do destino
Seja feliz...




Lugar de gente feliz..








Se o mundo fosse um Pão de Açúcar, certamente eu viveria num Extra. Esse lugar de gente feliz é um mundo totalmente esquisito para mim. Vejo, ouço, sinto coisas que nem de longe se parecem com a realidade que eu sonhei pra mim. Hoje eu tô bem deprê...talvez seja o feriado, muito tempo em contato com a solidão, poucas conversas, poucas risadas...Apesar de ter tido uma sexta-feira e um sábado de manhã muito bom, o resto do feriado, com raríssimas exceções, me fez ter vontade de voltar ao trabalho. Ficar sozinho é legal, mas quando é uma opção. No mais, chega a ser perturbador ficar 36 horas sem dizer ou ouvir uma só palavra. 
A felicidade verdadeira eu so vejo pela janela, a minha irmã radiante com a chegada do meu sobrinho em janeiro, o Rodrigão casando com a Alinny e a Bruna também se casando e finalmente, vestindo branco fora do Hospital.
Voltando a olhar para dentro da minha vida, só bagunça...
Minha psicóloga me deu uma missão e eu falhei...Segui o conselho de alguns amigos e fui atrás do que mais me faz falta, falhei..É frustrante tentar fazer as coisas de um jeito correto e ver tudo dar errado. É como se eu tentasse andar e caísse nos primeiros passos, sem conseguir ir muito longe....é foda
Sozinho durante a maior parte do tempo, me dei conta como minha vida ultimamente tem sido ridícula. Pensamentos imbecis, atitudes idiotas, sempre tentando me manter são e enfrentando um monstro que cresce a cada dia...
Cansei de ficar fazendo planos e vê-los irem embora. Cansei de esperar das pessoas o mesmo que eu dou a elas. Cansei de tanta coisa que nem consigo enumerar. Se os feriados servem pra gente descansar, pra mim serviu pra outra coisa, pra me cansar. As imagens de um futuro em paz estão ficando desfocadas, com borrões e sem cor...
Na verdade, acho que esse sou eu...


Eu odeio ficar me lamuriando, mas aqui, posso desabafar sem ouvir frases  feitas, indicações de igrejas, antidepressivos e livros de autoajuda.

sábado, novembro 12, 2011

A night to remember

Comecei o dia me vangloriando por ter cumprido meu check list de afazeres para não ouvir de todos a mesma ladainha: "Você sempre deixa tudo pra última hora!" Uma hora depois, ao arrumar a mala para ir a Botucatu, no casamento do meu amigo primo Rodrigão, vi que ainda faltava um sapato, gel e fazer a barba. Em menos de uma hora o Rafa viria me buscar para revivermos o caminho percorrido diversas vezes no final dos anos 90.   

Aqui mesmo na Brasilândia, procurei um sapato simples, barato e confortável e mandei ver um Ferricelli (?), passei na perfumaria e arrematei um Colla Gel (??). Investimento barato e retorno duvidoso, mas vambora!
Ao entrarmos na Marginal, chuva e que chuva! Mas seguimos caminho, fizemos um pit stop na chácara e chegamos a Botucatu, ou melhor, em Rubião Júnior na igreja aconchegante no alto do morro.
Casamento bonito, a galera emocionada e óbvio, o André se atrasou e não chegou a tempo da cerimônia. Certas coisas não mudam...
Na festa, as lembranças de um tempo que não volta atrás, mas que quando estamos juntos é sempre muito bom. O Rodrigão é primo do André, que é sobrinho do Rafa, que é meu amigo há 24 anos. Nessa história toda, conheço os dois Padilhas há quase 15, assim como o restante da família. Família, tá aí. Eles são fimha família de mentira, mas os amo de verdade. Passamos diversas coisas juntos, alegrias, tristezas, saudades, momentos inesquecíveis, sejam eles bons ou ruins. Por mais que a frequência não seja a mesma, sempre que nos vemos, é muito intenso, muito verdadeiro. Estar com esse pessoal é realmente incrível. Juliana, Rodrigão, Tia Ivone, Baldur, Vó Lela, Vô Fofinho, os caras de Botucatu, que não envelhecem.
Sem falar na Sidnéa e no Betão, que são meus pais de mentira, mas os amo de verdade, e claro, minha irmã-figuinho, Carolina e meu "cunhado" Rafael.
Pouco importa se as viagens são raras, os telefonemas escassos e tudo mais. O que importa é que sim, eu sou Pollisson, mas também sou um pouco Padilha e um pouco Souza!




 






















sexta-feira, novembro 11, 2011

Let the sun shine in!









Feriado! Hora de descansar...ou não. 
Na verdade é hora de ser feliz, esquecer os problemas dos dias normais, fugir da realidade que nos persegue e nos lembra de como a vida é dura. Contas, dívidas, problemas, neuras, amores perdidos, saudades....
Por alguns dias, deixe isso para lá. Experimente fazer coisas que você nunca fez ou que há muito tempo não faz.
Viaje, sozinho ou com os amigos.
Dance, mesmo quando a música acabar.
Sorria, mesmo sem um bom motivo
Abrace os amigos, a família, enfim, todos que estão feliz por você estar ali
Grite, pule, brinque, viva, como se não houvesse amanhã. Talvez não haja...
Pare um pouco, aprecie a natureza, tem coisas que só Deus faz por você.
Não se isole dos problemas. Isole os problemas.
Não se afaste dos amigos. Afaste-se com os amigos.
Durante os próximos dias de folga, viva o que você achar que deve viver, faça o que você achar que deve fazer, mas não se esqueça que tudo tem uma consequência. Pense nelas antes de qualquer outra coisa.
Olhe as estrelas, tire fotos de surpresa, vá passear com seu cachorro. 
Acorde quem você ama com um beijo na boca de tirar o fôlego, só depois escove os dentes. Brinque com as crianças, isso fará delas um adulto muito melhor e fará você voltar a ser criança. 
Torne esses dias inesquecíveis, renove-se para o resto de sua vida.
E acima de tudo: seja feliz!


PS: Desculpem pela música do Caldeirão do Huck

terça-feira, novembro 08, 2011

Who am I?








Não dá mais pra esperar...Chegou a hora de enfrentar tudo de frente, ver quem é que vai controlar minha cabeça daqui pra frente. O cara calmo e controlado que eu preciso ser ou o louco varrido que bota medo nas pessoas mais importantes da minha vida. Desde que fui ao psicólogo, minha vida sofreu altos e baixos colossais. Picos de alegria intercalados por uma depressão profunda.
Cheguei a um nível que nem sei mais quem sou, cada dia é uma luta para me manter em pé, forte, vivo. O lado negro da força me puxa pra baixo a cada dia, me tenta a chutar tudo para o alto e sumir. Mas o outro lado me mostra um futuro tão bonito, com um amor de salvação, dois filhos lindos, um cachorro espero e uma casa azul.
Nos próximos 7 dias, entrarei em uma batalha ferrenha com meus medos, raivas, ódio, angústias, saudade, mágoas e tudo o que me faz viver, em alguns momentos, em um vale de sombras. 7 dias, contados a partir desta noite. Com a orientação de uma pessoa, só uma, vou passar por testes de resistência psicológica e encontrar quem eu sou de verdade.
Por que agora, eu não sei mais.