sexta-feira, janeiro 06, 2012

Coração grande da porra!




Tô solteiro já tem um tempo, e desde então, procurei esfriar a cabeça, ficar na minha, não fazer como das outras vezes em que tomei um pé na bunda terminei meus namoros, quando saía arrebentando no rolê, eu e meu coração grande da porra. Amava demais por aí. Ah, a juventude. Depois dos 30 confesso que fiquei com um pouco de vergonha de fazer essas presepadas, ficar muito louco, levar meu coração grande da porra pra passear e coisas do tipo. 
Agora, me coloquei como observador das pessoas. 
Fico vendo a galera namorando com aquela coragem, reclamando de ter que deixar de sair porque a namorada não deixa (o que é bizarro), de ficar de conversinha com outras pessoas, botar chifre, sair com pessoas comprometidas e ainda fazer isso pra todo mundo ver. E quando pergunto porque, sempre a mesma resposta: 
- Ah, caiu na rotina..
Rotina, caralho!! Então namora um trapezista, um mágico, um X-Men...Inventa outra, fala a real, que você é um canalha, que você tá de saco cheio da sua namorada e não tem coragem de terminar, se apaixonou por outra pessoa, o que acontece, ou que você sabe que deu sorte e não consegue arrumar nada melhor. 
Por mais dolorido que seja, prefiro mil vezes jogar ou ouvir a real. Imaginar que a pessoa que divide uma cama, um quarto, um problema, uma conquista, enfim, uma vida, trai você sem o menor pudor e ainda faz graça, é desesperador. 
Quantas vezes esse mês você saiu com seu namorado para jantar no meio da semana? Quantas vezes você mandou flores, chocolates ou mandou um simples sms para dizer o quanto sua mulher é especial?
Essa semana, conversei com uma pessoa que me conhece demais, que disse ter inveja do meu senso prático com as coisas. Quando está ruim pra mim, resolvo logo, seja um emprego ruim, relacionamento, amizade, enfim. Não fico carregando nada a toa. 
Quem sabe eu e o Lulu Santos sejamos os últimos românticos, que acreditam em toda a forma de amor (quem vê pensa que eu gosto deste babaca). Confesso que não sou muito fã de namorar. Só o fiz quando estava alucinado de amor. 
E foram 3 experiências incríveis, com pessoas sensacionais, que me ensinaram muito, mesmo quando eu não tinha idade e nem muita maturidade para aprender.
Ainda acho que vou ficar observando as pessoas por um tempo, pois o mundo está cada vez menos propício para um cara como eu, que acredita em amor a primeira vista, que trata uma mulher como uma princesa, que sonha em casar, ter filhos, família, com uma mulher carinhosa, inteligente, delicada, companheira, que não goste de novela e adore bichos.
 Pode até parecer fraqueza ser que alguém esteja surpreso com tudo isso, com esse meu jeito de ver as coisas depois dos 30 anos. Meu jeito meio auto-suficiente ou, as vezes, antissocial não condiz com tudo isso. Mas eu ainda tenho um coração grande da porra, e não o divido em várias partes...

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