quarta-feira, fevereiro 29, 2012

Manda quem pode...



Hoje foi um dia de descobertas, de fato. Ou melhor, redescobertas. Muitas coisas que eu vivi na minha vida profissional e pessoal foram mudadas em 12 horas. Ainda que pensem que é exagero, quem conversou comigo, nem que apenas por minutos, soube o tamanho da minha angústia. 
Como já disse aqui antes, eu me cobro muito, as vezes, até demais.
Confio em mim, em minha capacidade e sei do quanto eu me esforço para que tudo saia perfeito. Mas nem sempre é assim. Erramos e sempre vamos errar, somos humanos, temos dúvidas, hesitações, questionamentos e alguns segundos de distração podem transformar um dia tranquilo em horas de desespero. 
Errei, assumi, mas isso não era o bastante, não para mim. Fiquei puto, triste, pensei em tanta coisa ruim e ao mesmo tempo idiota, que entrei em uma paranoia doida. 
No auge do meu desespero, fui recebido por um sorriso, um olhar de compreensão e um beijo no rosto, o que não é de praxe. Sentei, falei, quase chorei e me desculpei por cerca de 10 minutos e me preparei para ouvir coisas pesadas. 
E foi aí que eu aprendi a maior das lições: todos nós usamos a mesma mão para bater e para fazer carinho, mas poucos de nós sabemos quando tomar cada uma dessas atitudes.
Ser um bom chefe, um bom líder, um bom gestor, enfim, é meio que isso. É cobrar pesado quando necessário, saber diferenciar uma falha de um erro, saber escolher hora da bronca e a hora do direcionamento. Eu já tomei um caminhão de broncas, todas merecidas, mas hoje tinha quase certeza que tomaria a maior de todas, que voltaria para casa, cedo ou tarde, com uma sensação de fracasso.  Horas depois, a mesma mão que me fez o carinho, me deu os parabéns e uma ótima notícia, que me deixou mais feliz do que eu poderia imaginar neste dia cheio de "ups and downs". E claro, para não perder o costume, a mesma mão me mandou uma senhora (e merecida) bronca no fim da noite. 
Desde que virei coordenador, tinha para mim que deveria ser menos humano, menos bonzinho, mais "coronel". (risos)
Mas como posso pensar nisso tendo como um grande exemplo alguém que entende que somos todos humanos, que sofremos com a perda de uma pessoa querida, o nascimento de um sobrinho, a doença de um pai, com a mesma naturalidade que te dá uma bronca daquelas e no outro dia faz você querer levantar cedo e fazer o seu melhor?
Ser chefe é ser gente como a gente e mostrar que a gente, pode ser chefe. 
Né, chefe? 

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