sexta-feira, abril 27, 2012

Essência..


The O' Jays - Love Train

Você se lembra qual a última vez que viu aquele lançamento incrível no cinema, ouviu aquela música que todo mundo sabe a letra. Há quanto tempo você não cozinha ouvindo música, caminha naquele parque do lado de casa, tira fotos sensacionais, vê os amigos, conversa com seus pais, dorme de conchinha com alguém que você ama, vê o despertador tocar e desliga?
Há quanto tempo você não é você mesmo?
Você não faz idéia do que eu estou falando? Parabéns, provavelmente você é um daqueles que não perdeu sua essência no meio do caminho. 
Ultimamente você tem a sensação de que algo está errado, mas não sabe o que?
Quantas perguntas...
Eu não estou reclamando, longe de mim. Tenho uma vida feliz, vivo bem, faço o que gosto, me divirto, fico com minha mulher sempre que conseguimos nos encontrar entre os inúmeros compromissos e horários incompatíveis, praticamente um "Feitiço de Áquila" da vida real.
As vezes vou ao terraço do prédio em que trabalho e fico observando a Avenida Paulista, lugar de gente importante, o coração de São Paulo, gente pra lá e pra cá, correndo atrás de dinheiro, status, fama, poder... 
Fico imaginando como seria se vivêssemos de acordo com nossa essência, não com nossas necessidades ou vaidades. 
Comer comida saudável, fazer exercícios, dormir bem, enriquecer a cultura, gargalhar por aí, desenhar, ler, escrever..Eu gostaria de escrever muito mais aqui, mas confesso, as vezes me falta tempo e inspiração. Se você parar pra pensar, todos os dias são iguais. Como diz o Robson "→ acorda/trampa/vai pra casa/ dorme ↰"
Foda né?
Renato Russo achava que tínhamos todo o tempo do mundo, que não tínhamos tempo a perder. Discordo, cara. É bom perder tempo, olhar pro céu e ver as estrelas, namorar, rir com os amigos, correr atrás do seu cachorro, viajar, sentar ao lado da família e ouvir estórias de antigamente, enfim, fazer o que você tem vontade e nem sempre admite. Ao menos de vez em quando, seria bom não cumprir prazos, bater metas, galgar degraus e todo o resto...
Alguém já disse um dia: "a vida não pode ser medida por quantas vezes você respira, mas sim, em quantas vezes você perdeu o fôlego"
Permita-se viver mais, ser feliz, ser você...

quarta-feira, abril 18, 2012

Canta, canta, minha gente!






Depois de um plantão fudido no último sábado, cheio de coisas pra resolver, tomei um banho para ir ao aniversário do Rafa, em um desses karaokês honestos de São Paulo. Até meus 29 anos seria um sábado normal, mas hoje, aos 32, sair a noite para mim é um tormento. Mas fui. A galera do Groupon estava lá, afinal, o Rafa é um dos caras mais queridos do Editorial. Todos com suas namoradas, esposas, rindo, cantando belíssimas músicas, como: "Evidências", "A Viagem", "Tenho", "The Greatest Love of All" e etc. 
Eu, que parei de beber desde o final do ano, estava ali empunhando minha Coca lata, observando as pessoas e me perguntando: "Porque as pessoas vem aqui?"
A música é ruim, o lugar é caro e a maioria das pessoas tem um "quê" de deprimidas. Cantores frustrados, bêbados, solteirões convictos e velhos em busca de um pouco de diversão.
A noite começou com um cara cantando Whitney Houston...Sad, dude..Ele parecia um daqueles candidatos que tomam um sonoro "NÃO" no American Idol e saem dizendo: "vocês ainda vão ouvir falar de mim". Pior que ouvi-lo cantar, vou ouvir os 7 aplausos que ele recebeu...Quanto calor humano.
Aí tinha uma galera de bêbados, acompanhados de bêbadas, que cantavam Legião, Ricky Martin, Sandra de Sá e claro, Roupa Nova. Aliás, o que seria dos Karaokês e das novelas sem o Roupa Nova? 
Madrugada chegando e eu lá, sentado ouvindo os graves e agudos e o ritmo musical que eu mais odeio na minha vida: o Reggae. Acho uma música tão pobre, sempre com as mesmas notas, sem falar nas letras, que sem dúvida são feitas por quem fuma MUITA maconha e acaba esquecendo o que ia falar. Já repararam quantas vezes eles repetem uma mesma frase? "Is this love, is this love, is this love, Is this love that I'm feeling" ou "oh yes i know, oh yes i know, oh yes i know."
Aos poucos, todos foram indo embora e, enquanto esperava a fila gigante pra pagar, acabei vendo um senhor de 60 anos que só cantava uma frase, parecendo o Marrone e sua namorada de 25 cantando "Admirável Chip Novo" da Pitty e um japonês muito bêbado cantando "She". Fiquei uma hora nessa fila porque o caixa devia estar fechando as comandas fazendo contas com um ábaco. 
Ri bastante, é verdade, mas espero que o Rafa marque seu próximo aniversário em outro lugar, mais próximo, mais calmo...Sei lá, pode ser na minha casa..


PS: Por motivos de sobrevivência profissional, não posso citar certas cenas.



quarta-feira, abril 04, 2012

Drops



N'a jamais
Meu ultimo post rendeu comentários em francês da minha amiga, Tati Bis, que mora há 7 anos (acho) em Lyon. Alem dela, a Flávia, o Guima, a Lis e a minha Sandra, falam um francês fluente.
Nota mental: nunca mais postar nada em francês, principalmente com o conteúdo baseado no Google Translator


Certo e Errado:


Errado: 
Assediar funcionários
Pirataria
Falar alto
Mentir descaradamente
Deixar as pessoas com vergonha alheia
Ouvir um conselho e fingir que não ouviu


Certo:
Achar tudo isso um absurdo


Batismo

Estou amadurecendo a ideia de adotar um filhote, uma cadelinha linda, pretinha. A Sandra já escolheu o nome: Lucy.
Pra não perder a piada, sugeri alguns nomes:
Eu: Amor, e se colocássemos o nome de Bananinha Pôdi, Patolino sem Bico, Corvo?
Sandra: Não!
Longa pausa...
Sandra: Vai pensando aí, com calma...

Carro abandonado:


0h15 pego meu carro onde o deixo todas as tardes, numa simpática praça na Vila Madalena, quando o vigia sai da guarita e diz:
- Meu, o polícia veio aqui porque denunciaram que tinha um carro abandonado na praça. Mas como eu te vejo todo dia, falei que você chega mais ou menos 0h30 pra buscar. Aí eles desceram, pegaram a lanterninha e tentaram iluminar. Mas eu falei que você tava pra chegar.
E abriu aquele sorriso cheio de com alguns dentes, esperando a caixinha. E aí eu não dei mole:
- Valeu, mano! Fala pra eles que tá sujo, mas não tá abandonado. Se você descobrir quem ligou, fala que pode passar um paninho, mas que eu sou um duro, mas agradeço de coração!



terça-feira, abril 03, 2012

Je ne parle pas français (ou quase isso)






Há tempos eu não escrevo. E poxa, como eu sinto falta. Falta tempo, falta inspiração e falta um roteador que funcione para que eu não precise escrever sentado, e sim, deitado, do jeito que eu gosto. O que me trouxe de volta ao meu querido blog foi uma história que a San me contou no final de semana: seus dias escolares. 
Ela estudou no Liceu, sim o Liceu Pasteur Franco Brasileiro, escola tradicional de São Paulo. Estávamos conversando sobre escola, acho e ela foi me contando, durante o café da manhã, que a educação lá era extremamente rígida. As meninas não podiam usar rabo de cavalo, porque, segundo os caras (quando digo caras, quero dizer padres, freiras) a nuca das meninas excitava os garotos.
Pausa:
Quão tarado precisa ser alguém pra se excitar com uma nuca?
Fim da pausa
Além disso, as meias 3/4 deveriam começar exatamente onde a saia de pregas terminava, ou seja, nada de pele, safadinhos!
Mas o que mais me impressionou foi a parte em que ela me disse que, para ir ao banheiro, você precisava escrever um bilhete em francês, pedindo uma autorização para ir ao banheiro. Algo parecido com "Professeur, je voudrais aller à la toilette." 
Obviamente, quem inventou essa regra, esquece que, quando estamos prestes a sofrer um "acidente fisiológico", não conseguimos pensar...imagine escrever. Certo fez o Arthur, amiguinho dela, que não conseguia nunca lembrar a maldita frase pra pedir ao Monsieur e mandou um "Le Joél Santaná"
"Maitrise,  je voudrais RUN-RUN to toillet"
Na hora do aperto, qualquer um fala qualquer idioma..


A Sandra sempre tenta me ensinar, mas eu nunca consigo...

AVISO: O conteúdo em Francês é um oferecimento de Google Translator