quarta-feira, agosto 01, 2012

Oi oi oi! Dancei com tudo!


Era uma quinta  Saí do trabalho às 23h30, cansado, depois de, ao lado dos meus parceiros de bancada, lideramos algumas ações especiais do Groupon. Só queria pegar meu carro e ir pra casa descansar, afinal, a sexta-feira prometia. Mas alguém já tinha feito isso antes: pegaram meu carro!
Pois é, fui roubado...Fico imaginando minha cara de merda ao perceber que meu único conforto na vida tinha sido levado. Agora eu dou risada, mas no dia foi duro...De tanto trabalhar, cheguei a pensar que tinha deixado o carro em outro lugar. Não, não é estranho, na verdade, isso já aconteceu...
Aí, caí na real, fui fazer o B.O. 1h30 da manhã e eu rodando pela Pompéia, caçando a delegacia. Quando chego, recebo a informação do plantonista, animado como seu dálmata  de 100 anos, que só posso fazer o B.O. pessoalmente até as 22h. Prático, né? Voltei pra casa e fiz pela internet mesmo. As 4h30 me ligaram pra confirmar os dados do B.O. Fiquei pensando: alguém faz um boletim de ocorrência pra zoar? É..acho que sim..
Vida que segue, sexta-feira não fui trabalhar, fiquei pra cima e pra baixo resolvendo as burocracias e a noite peguei o busão rumo à Barra Funda pra ir até São Bernardo, pro meu colo preferido em todo o mundo. A San ficou de me pegar no Jabaquara às 22h30, então, lá fui eu pegar a linha vermelha do metrô, depois de muito tempo.
Divertidíssimo! Acho que não cruzava a cidade à bordo desta minhocona de aço desde quando era office-boy. Algumas estações após a partida e intermináveis funks depois, o trem pára, as luzes se apagam; o coral de vozes, instintivamente solta um "Xiii" e o silêncio é quebrado pela voz do condutor, com um quê de C3PO, que disse:
- Parada para a retirada de um objeto ou indivíduo.
É sério...
Retiraram o que quer que fosse e as luzes se acenderam, festejadas com um caloroso "êeeeeeeee". Algumas estações depois, entra uma moça com uma Mini TV do Timão, vendo a Adriana Esteves e um cara socarem o Zé de Abreu (não me levem a mal, eu odeio novela, não sei o nome de ninguém). Na cara dura, todos os passageiros próximos à dona deste milagre tecnológico, acompanhavam a surra que o barbudo tomava...
O clima tenso só foi interrompido por um som que não deixou ninguém parado, muito menos minha mente, que, desde então, cantarola esta bela canção!