sexta-feira, maio 24, 2013

Feitiço do Tempo


Minha vida entrou em um loop infinito, como naqueles vídeos que alguns virgens nerds postam no Youtube, em que uma cena se repete infinitamente. Para quem é da minha geração, um bom exemplo é aquele filme, "Feitiço do Tempo". Naquele esquema acorda-trampa-dorme, venho levando a vida. Essa semana essa rotina pesou em meus ombros e eu estive à beira de um ataque de nervos (outro nome de filme, mas esse é uma merda). Aí eu tinha duas opções (a) aceitar que minha vida virou uma grande trolha e continuar com ela até sabe-deus-quando, ou, (b) tentar sair dos braços da rotina que me dá aquele abração de urso, que só solta quando mata, e recolocar minha vida nos eixos. 
Como Phil Connors, o Bill Murray do filme (acho que é o contrário) o negócio é tentar fazer cada dia ser diferente, ainda que o relógio desperte todo dia com a musiquinha do Sonny & Cher. Não vou pular de uma torre, não vou me jogar na banheira com uma torradeira e não vou colocar uma marmota no carro e me jogar de um desfiladeiro, até porque eu nunca vi uma marmota. O negócio é tentar viver de acordo com quem eu sou, ou era, em um passado distante, quando eu tava pouco me fodendo pro que achavam de mim ou do que eu pensava, escrevia aqui. Aliás, esse blog era tão bem alimentado, com tantas boas histórias, personagens e baboseiras...Hoje, assim como eu, está precisando de combustível, repertório, de vida. O sistema é mesmo foda e eu sou prisioneiro dele, perdi   momentos com a minha família, com meus amigos, com minha noiva...o sistema me nocauteou...Mas, como sempre, eu me levanto. Vamos lá, f**** o sistema, voltar a viver em paz, dividir o tempo e somar experiências, ter histórias pra contar, porque esse sou eu, um contador de histórias.

"Nóis pisca mais não apaga" Filosofia de quintal - 132



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