terça-feira, agosto 27, 2013

Foco, fé & foda-se (ssí)




Toda experiência, por mais dolorosa que seja, deixam sequelas positivas. Todas mesmo. Ser demitido, tomar um pé na bunda, ver o time cair para a segunda divisão (pela segunda vez é foda, mas..), enfim. Depois daqueles dias de ressaca moral, vem a "síndrome de Rocky Balboa", que nada mais é do que achar que você pode tudo, desde que tenha garra, determinação e zzzzzzz.
Quando você passa muito tempo em um relacionamento e ele acaba, o mais difícil e lembrar como se vive em sua antiga realidade. Porém, eu fui jogado em um "entre-mundos", e ainda estou tentando descobrir como viver nele. Nem estou mais comprometido e nem quero mais viver vagabundeando por aí, meter o pé na jaca e acordar bêbado em um barco (já aconteceu). 
Parei de fumar, estou prestes a entrar em uma academia e comprei uma câmera fotográfica nova. Mas não é só isso. Sinto que preciso encontrar o caminho certo e a forma ideal pra viver nesse mundo novo. Meus amigos já não são os mesmos, minha família tem outras prioridades e, o pior de tudo: não tenho muita certeza de quem eu sou agora. 
Talvez eu precise fazer uma viagem como a mina do "Comer, Rezar e Amar" o cara do "Na Natureza Selvagem", só que sem a parte que ele morre durante a viagem (se você não sabe da história, desculpe, mas é isso mesmo). Dar um reset na vida e voltar um pouco mais localizado nesse mundo diferente. 
Pensei em ir à Patagônia, mas acho que o dinheiro só dar pra ir até o Suarão. Mas pensando bem, pode ser um investimento. Eu vendo tudo, tiro férias e faço um tour por Malásia, Finlândia e Polinésia, escrevo um livro, fico rico e mudo de vida.
Claro que essas coisas não acontecem (tá, as vezes sim), mas, de verdade, preciso encontrar o jeito certo de fazer as coisas entrarem nos eixos, de uma vez por todas e para sempre. 
Enquanto não acho um norte para começar, vou contando histórias por aí, como a do barco, que é muito boa!




Um comentário:

Helena disse...

Tenho pensado em um passeio pela Patagônia... O dinheiro não dá, por hora. Mas, como sonho, enfeita o presente e impulsiona para o futuro... Um dia eu vou!