terça-feira, setembro 24, 2013

O lado bom da minha vida


Desde que vi "O Lado bom da vida", queria que meu pai assistisse comigo. Hoje, ao chegar do trabalho, dei de cara com ele largado no sofá, sem sono, depois de "cochilar" por 3 horas. Achei o filme na TV e pedi que assistisse comigo. Como nas outras vezes em que vi o filme, chorei a cada cena de descontrole emocional da personagem principal. Vi que ele me olhava e ria. Em uma das cenas mais marcantes para mim, quando o pai dá um conselho ao filho, começando pela frase que ele já me disse milhares de vezes: "eu sei que você não quer me ouvir". Ele, que como eu faz pose de durão mas não passa de um chorão, chorou. Eu, já debulhando em lágrimas, apenas o abracei e disse "sabia que você ia gostar".
Faltam os dois corinthianos, Anderson e Gabriel.
A verdade é que meus dias têm sido bons. Ainda que eu não tenha me divertido ultimamente, saído ou conhecido gente nova, voltei a me aproximar da minha família. E isso é sempre bom, afinal, foram eles que sempre estiveram ao meu lado, nas horas boas e ruins. 
Os domingos são legais aqui em casa, na chácara, ou na casa da minha irmã. Não vou dizer que não sinto saudade das manhãs de domingo, ouvindo Chico, Piazzolla e sentindo o cheiro do café forte e o clima de um amor que nunca morrerá. Mas desde que passei a acordar sozinho nas manhãs de domingo, passei a ser uma pessoa triste. Aos poucos o domingo volta a ser meu dia preferido, como diz o cara do filme: "o mundo vai quebrar seu coração de diversas maneiras, isso é garantido. E eu não posso começar a explicar isso, ou a loucura dentro de mim, mas adivinhem? Domingo é mais uma vez o meu dia favorito. Eu acho que, por tudo que eles fizeram por mim e eu me sinto um cara de muita sorte."
Ainda que eu tenha que lidar diariamente com a minha loucura, com a bagunça da minha cabeça, todo santo dia sei que faço isso por um motivo maior. Minha família, que, para mim, é o lado bom da vida.

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