segunda-feira, janeiro 28, 2013

O valor da vida


“A morte cria um sentido pra nossa vida. Mais importante que isso, a morte cria um valor especial para o tempo. Se nosso tempo nessa Terra fosse indeterminado, a própria vida perderia o sentido. Muito provavelmente ainda estaríamos com a bunda de fora e com uma lança nas mãos. A morte é o agente mais poderoso da natureza. Ela vem para levar o velho e abrir espaço para o novo. Nosso esforço para evitá-la é fazer a nossa estadia aqui algo minimamente memorável, é o que nos motiva. Ou seja, só existe a vida porque existe a morte.”

As melhores e piores coisas da vida, chegam de repente. É o que eu acho...A gente é bobo, vive achando que tudo é planejável, mas não é. Não pela gente. Existe alguém no Painel de Controle do mundo que sabe a hora certa de colocar e tirar alguém daqui, sem avisar e nem nada. Não quero falar da tragédia de Santa Maria..aliás, nem tenho o que falar. Nessas horas a gente questiona se o cara do Painel de Controle realmente sabe o que está fazendo. A morte te atinge como um raio, não há como se preparar, como se defender e  muito menos como reagir, você fica lá, parado, catatônico. 
Estava vendo o filme "2 coelhos" (sensacional) quando a San me ligou. Já estava preparando os elogios para o filme quando o ouvi do outro lado um gelado "oi".
Felipe, seu amigo de infância, de apenas 38 anos se foi. Deixou irmão, amigos, mãe e um filho, pequeno. Se eu o conhecia? Não. Se eu estou triste? Demais.
Não só por ele ter feito parte da infância da Sandra e dos amigos da Vila Gumercindo, mas, principalmente por ele ser tão jovem, ter um filho com uma vida inteira pela frente e por ser tão querido.
Nessas horas a gente vê como somos idiotas. Sempre preocupados com trabalho, dinheiro, viagens, status, iPhones, iPads, iPHODA-SE!
Ficamos procrastinando visitas aos amigos, parentes, pessoas importantes em nossa história.Deixamos de viver a parte boa da vida para nos prendermos a detalhes fúteis. "Como está meu cabelo", "o relógio combina com o tênis", "esse restaurante é recomendado", "o carro tem ar-condicionado".
Somos idiotas e eu me incluo nesse bolo. Me deu um aperto no coração de imaginar que, depois de um certo tempo, meus grandes amigos podem entrar todos para a mesma família: a saudade.
Não vou perguntar se você já abraçou seus pais, disse eu te amo para alguém, porque somos todos ocupados demais para isso. O que é uma pena. Então que tal se você pensasse, apenas por um minuto, o que seria de você se as pessoas que fizeram e fazem parte da sua história, não estivessem mais por aqui?
Pense nisso...
Eu pensarei.
Ao Felipe, as vítimas da tragédia de Santa Maria, eu dedico esta música, este texto e as boas vibrações de hoje!




sábado, janeiro 19, 2013

Hoje vai ter uma festa!?

Há um ano nascia a criança mais feliz de todas: Gabriel, meu sobrinho. Ô menino risonho. Mesmo eu sendo uma lástima como tio, quando eu posso, tento ser o mais legal possível com ele, ou seja, deixo ele fazer o que quiser e tudo o que ninguém mais deixa. Hoje é dia de festa, num buffet. E aí começam minhas reflexões sobre o tema. Porque os pais não deixam pra fazer festas em buffet quando as crianças já tem um pouco de noção? Com um ano, o Gabriel ainda não tem o discernimento necessário pra entender que uma festa em buffet é cara, e muito mais legal do que as que minha irmã e eu tivemos, com aqueles pedaços de isopor dos Changeman, Tom e Jerry e Ursinhos Carinhosos Rambo. Minha irmã e a San acham que o aniversário mais importante é o de 1 ano. Claro que não? O que você consegue fazer com 1 ano que não consegue fazer com 6 meses? Por o pé na boca? (bons tempos) A idade mais importante para um homem são os 18 anos. Tirar carta, entrar no motel, encher a cara, prestar vestibular, entrar nas baladas.
Quando ele tiver uns 7 anos, após ir em várias festas dos amiguinhos da escola em buffet, ficar com inveja das fotos do primeiro aniversário, provavelmente ele irá pleitear uma nova festinha em buffet. Justo! Uma festa para recordar, convidar os amiguinhos, ignorar outros, enfim, aproveitar o dia. Quero só ver ele falando com a minha irmã.

-Mãe, eu tava pensando. Esse ano não quero presente. Queria uma festa em um buffet com brinquedos, piscina de bolinhas e aqueles tios que empurram a gente no pula-pula porque odeiam seus empregos. Não quero mais festas em casa com o isopor do Ben 10. Ele tá sem uma perna, mãe. O papai colou mas ficou esquisito, parece aquele cantor que canta a música do cara sou eu.
-Gabriel, a gente já fez uma festa pra você quando você fez 1 ano. Foi caro, deu trabalho, seu tio e eu fomos até SBC buscar as lembrancinhas, ficamos 5 horas no trânsito e eu quase morri envenenada por um bolinho de camarão.
- Mas mãe, eu não lembro, eu era pequeno.
- Então vou te levar em um neurologista. Você tem problemas de memória. E outra, tem um monte de fotos e o DVD da festa.
- Tá bom, mãe...

Sei que hoje, até eu vou aproveitar. Além de nunca ter feito festa em buffet, minhas festas sempre foram um fracasso de público. Também, quem mandou nascer dia 27/12? Foda-se, vou brincar nos brinquedos, jogar videogame, dançar, comer, beber, correr e chorar na hora de vir embora.
Esperta é minha irmã que faz aniversário amanhã e já vai comemorar hoje no buffet com meu sobrinho. Deixa ela, ano que vem farei a minha em um buffet e não vou convidá-la.

segunda-feira, janeiro 14, 2013

Você faz o que realmente ama?

Sexta passada vi um vídeo no Youtube que me fez repensar muitas coisas. Pensei tanto que acabei mudando um pouco o conceito que eu tinha de sucesso. Sim. Alcançar o sucesso, para muitos, é olhar no extrato bancário e ver um monte de zeros, abrir o baú da felicidade, estourar no mundão. Dinheiro e sucesso andam juntos? Acho que não. Eu amo o que faço, mas não faço o que amo, se é que isso é possível. Sempre quis trabalhar em algo relacionado à arte. Música, teatro, fotografia, literatura e afins, sempre foram o foco da minha vida profissional. Sempre achei que esse era o caminho, tanto que, durante muito tempo, estive envolvido diretamente com a música. A vida me jogou para trás de uma mesa e, acho que me adaptei muito bem. 
Eu, flagrado enquanto fotografava, pela minha fotógrafa/mulher da minha vida
Embora o tempo seja curto e o espaço pouco, escrever é uma das grandes paixões que eu tenho na vida e, se não estou enganado, é isso que vai me sustentar até o final da vida. Hoje em dia não escrevo tanto quanto gostaria e , para um cara como eu, quando se usa mais o Excel que o Word, alguma coisa está fora da ordem.
Antes de qualquer outra coisa, escrever me faz bem, bem mesmo. No último ano, passei por uma espécie de bloqueio criativo, ocasionado, creio eu, pela falta de tempo, o estresse e um pouquinho de preguiça de sentar em frente ao computador. 
Nem lembro quantos textos foram mentalmente escritos e eliminados do meu HD por alguma pancada sofrida durante o dia. Ah, se o cérebro tivesse um Ctrl B ou uma recuperação de arquivos danificados.
Em 2013 vou tentar retomar algumas coisas que a vida me tomou e talvez, a principal delas seja voltar a escrever. Profissionalmente ou não, juntar letras, palavras, frases e parágrafos, está em minha lista de prioridades, junto com algumas outras que foram abandonadas nos últimos anos.
Até algum tempo, achava que ter sucesso era poder ter tudo o que você queria sem passar vontade. 
Na verdade, acho que ter sucesso é poder ser tudo o que você queria, fazendo o que realmente ama, o que realmente nasceu pra fazer.
Resumindo, ter sucesso é ser feliz.

sexta-feira, janeiro 11, 2013

Ah, férias!

Estou de férias há 5 dias...Ah, que beleza! Tinha me esquecido como era ficar despreocupado com o trabalho, prazos e afins. Longe de emails, estresse e, de um certo modo, da internet. Não farei uma grande viagem, até porque o mundo todo está trabalhando, exceto eu e um amigo meu, que sempre "tá vendo umas parada aí". Agora que tenho tempo, estou fazendo tudo o que deveria ter feito nos últimos 3 anos e não consegui. Vendo filmes, lendo, visitando meu sobrinho e etc. Claro que também vou viajar. Farei uma cruzada pelo interior de SP e vou até Caraguá filar uma bóia na casa da Regina. Mas enquanto isso, estou a todo vapor com meus 2 projetos de vida: o "Medida Certa" e o "Lar Doce Lar" (talvez eu tenha que incluir um terceiro projeto, o "Não assista TV aos finais de semana, principalmente a TV Globo"). Depois dos 30 eu confesso que dei uma relaxadinha e estou uma @ acima do peso ideal, (não entendeu, ótimo!) então decidi parar com refrigerante, açúcar, carboidratos em excesso, refrigerantes, ou seja, estou comendo só comida sem graça. O que ocasionou um grande conflito com meu estômago. Noite passada, ouvi ele cochichar comigo: "Gordão, pega lá uma latinha de Pringles com Coca-Cola, vai?" Fui lá e peguei torrada com cream cheese light e suco, também light. Então ele me jurou de morte: "Desgraçado, vou colocar toda essa merda pra fora em 2 segundos". Resolvemos isso com um pedaço de carne hoje a tarde.
Além disso, parei de fumar. Há 10 dias não acendo um cigarro, e, até agora, tá dando pra segurar. Mas o ponto alto das minhas férias por enquanto é a reforma do quarto. Pintar, pregar, redecorar e depois disso arrumar toda a bagunça, vai ser foda. Pior que eu comprei uma tinta chamada "Marfim Fosco". A etiqueta de indicava uma cor quase branca. Ao abri a lata, vi que a tinta é amarela. De onde veio a porra de um marfim amarelo? De um elefante fumante? Também é duro ser grande e ter um quarto pequeno cheio de tintas, lixas, jornais, pincéis e não fazer sujeira. Eu tentei, mas neste momento estou com a mão amarela (de tinta!), a barriga parecendo um emoticon e quebrei a caixinha do DVD do Pica-Pau Duro de Matar que estava no chão e, sem querer, eu pisei. Mas vai dar tudo certo. Tudo isso me fez entender porque eu nunca vi um pintor gordo. É muito exercício! Como cansa fazer tudo isso, passar massa corrida, lixar, misturar tinta, pintar, abaixar pra pintar o rodapé, dar pulinhos subir na cadeira pra pintar perto do teto. Claro que nem tudo eu lembrei de fazer, e ganhei alguns contratempos, por exemplo, tive que tirar a TV e o DVD do quarto, porque não acho mais as tomadas na parede. Mas é bom, assim eu leio mais, até a luz queimar, pelo menos.  
Bom, deixa eu voltar ao trabalho, acabei de ver que o teclado tá todo sujo de tinta.