sábado, abril 13, 2013

(An) Júlia

Hoje, 8 dias depois do nascimento da minha sobrinha, consigo parar, pensar e escrever melhor sobre a experiência de ser tio, de novo, agora de uma menina. Quando o Gabriel nasceu, pensei que nunca mais fosse sentir aquela ansiedade caso minha irmã tivesse outro bebê. Errado. 1 ano, 2 meses e 15 dias depois, estava eu, na mesma maternidade, saindo mais cedo do trabalho, para acompanhar o nascimento da pequena Júlia. 
Segundos parecem minutos, que parecem horas, que parecem dias, que parecem anos, que de repente, ao vê-la pela primeira vez, parece que o tempo simplesmente parou.
Da primeira lembrança que tenho da minha irmã, das brigas, das risadas, dos conselhos, do amor, do cuidado, da vontade de socar, da vontade de abraçar pra sempre, até aquele segundo, as memórias passaram como um clássico do cinema, com uma trilha sonora linda, talvez o tema de Cinema Paradiso, de Ennio Morriccone. Ao ver a Júlia pela primeira vez, mais do que nunca, tive vontade de viver pra sempre, cuidar dela pra sempre. Deixar claro pra ela que o Tio Léo sempre estará lá. No primeiro dia de aula, na primeira apresentação de dança, no primeiro jogo do Palmeiras, no primeiro e único namorado (ah, se vou..) no casamento, no nascimento do filho.
Vê-la, me fez querer saber de tudo, entender de tudo, só para ensinar o que ela precisa e até mesmo o que não precisa saber da vida. Das coisas importantes, que as vezes parecem insignificantes e das insignificantes, que parecem importantes.
No fundo, quero ter certeza que ela será como a mãe dela, uma excelente irmã, uma ótima esposa, uma super mãe e, acima de tudo, uma pessoa especial.
Que daqui 31 anos, ela seja o maior orgulho do Gabriel, como a mãe dela é o meu maior orgulho.

Para Júlia e Fernanda, o tema de "Cinema Paradiso"