sexta-feira, agosto 30, 2013

Surge um herói. O Capitão Sul América



Paul Newman aos 80
E eu que hoje resolvi por em prática a parte 2 do projeto Paul Newman, que busca nada mais que chegar aos 40 como este saudoso tiozão bonitão chegou aos 80. Fui em um conceituado endocrinologista para pegar umas dicas de emagrecimento e afins. Afinal, estou com quase 34, não dá pra facilitar com essa história de sedentarismo, má alimentação.
Estou lá, esperando, olho o quadro com a "Taxa de Honorários Médicos" na parede e vejo que a consulta custa R$ 400. Na hora pensei que o cara fosse um Dr. Fritz dos gordos, ia meter a mão na minha barriga e arrancar tudo. Graças ao convênio, teria uma bela consulta, de graça. Aí o cara me chama.
Entrei lá e ele me olha como se eu fosse um duro (endocrinologista e paranormal) e começa suas perguntas sensacionais, olhando para o teclado. 
- Tá aqui porque?
- Pra emagrecer, doutor.
- Entendi...E ai?
- O que?
- O que eu posso fazer por você?
- Não sei, foi o que eu vim fazer aqui.
- Você toma refrigerante?
- Coca
- Normal ou Zero
- Normal
- Come massas?
- Sim
- Faz academia?
- Não, tenho o ombro zoado e trabalho em um horário meio desfavorável, das 13h30 às 23h30.

Aí ele tira os óculos, para de digitar, olha para mim e pergunta:

- Para que você precisa de mim?
- Como assim?
-Você precisa de mim para parar de tomar Coca? Para não comer mais massa? Para criar vergonha na cara e ir fazer academia? Me explica, pra que você precisa de mim???
Sorri calmamente, respirei fundo e disse:
- Doutor, o senhor tem razão. Eu não preciso de um filho da puta, mal-educado e preguiçoso como você. Vai pra puta que te pariu!
- Espere aí!
- Vá à merda.


Juro que eu tentei fazer isso direitinho, mesmo. Mas agora, cheio de raiva, garra, determinação e barriga, farei isso do modo Old School. Amanhã, acordarei cedo, quebrarei um copo com 4 ovos, colocarei o moleton surrado e um tênis velho e vou correr como se não houvesse amanhã. 

Sério! Aguardem. Projeto Paul Newman mudou de nome. Agora é Projeto Rocky Balboa.

E se algum dia você se sentiu maltratado, humilhado ou desvalorizado por um médico por que utilizou seu convênio médico, sinta-se vingado. A partir de hoje, você tem um defensor, o Capitão Sul América!!





quarta-feira, agosto 28, 2013

Brilha no ar como uma estrela que não está lá..


"Vida é aquele período entre o nascimento e a morte que todos deveriam usar para correr atrás da felicidade"
Pensei nessa frase enquanto estava parado no farol da Edgard Faccó e resolvi postá-la no Facebook. Não porque eu tenha achado que ela viraria uma inspiração para o mundo e porque um dia alguém iria tomar posse dela e eu poderia ficar milionário. Mas sim para que eu não a esquecesse, como quase tudo o que eu penso. Provavelmente este texto ficará totalmente diferente do que era quando pensei enquanto arrumava a cama. 
Existem tantos tipos de felicidade, mas não sei se a felicidade genuína realmente existe. 
Algumas pessoas tem momentos felizes.  Outras, querem passar a impressão que são felizes o tempo todo e, de verdade, dessas eu tenho pena, porque ou são mentirosas, ingerem muito açucar ou são loucas. 
Felicidade é um conceito subjetivo, inexplicável. Nem mesmo o Fábio Júnior, que cantava que a "felicidade brilha no ar, como uma estrela que não está lá", consegue encontrar a felicidade plena. Ou sim, talvez o barato dele esteja em se vestir de noivo.

Longa pausa



Acabei de me perguntar como minha vida deveria ser para ser considerada ideal...
Não faço ideia. 
Será que somos nós todos cachorros correndo atrás do próprio rabo, dando voltas sem sair do lugar ou sem olhar para a frente?
Não sei. Mas vou começar a pensar nisso...
Reclamar que minha vida não é perfeita sem nem mesmo saber como ela deveria ser, é burrice...assim como ouvir do Fábio Júnior "até que a morte nos separe" e contar com isso.










 

terça-feira, agosto 27, 2013

Foco, fé & foda-se (ssí)




Toda experiência, por mais dolorosa que seja, deixam sequelas positivas. Todas mesmo. Ser demitido, tomar um pé na bunda, ver o time cair para a segunda divisão (pela segunda vez é foda, mas..), enfim. Depois daqueles dias de ressaca moral, vem a "síndrome de Rocky Balboa", que nada mais é do que achar que você pode tudo, desde que tenha garra, determinação e zzzzzzz.
Quando você passa muito tempo em um relacionamento e ele acaba, o mais difícil e lembrar como se vive em sua antiga realidade. Porém, eu fui jogado em um "entre-mundos", e ainda estou tentando descobrir como viver nele. Nem estou mais comprometido e nem quero mais viver vagabundeando por aí, meter o pé na jaca e acordar bêbado em um barco (já aconteceu). 
Parei de fumar, estou prestes a entrar em uma academia e comprei uma câmera fotográfica nova. Mas não é só isso. Sinto que preciso encontrar o caminho certo e a forma ideal pra viver nesse mundo novo. Meus amigos já não são os mesmos, minha família tem outras prioridades e, o pior de tudo: não tenho muita certeza de quem eu sou agora. 
Talvez eu precise fazer uma viagem como a mina do "Comer, Rezar e Amar" o cara do "Na Natureza Selvagem", só que sem a parte que ele morre durante a viagem (se você não sabe da história, desculpe, mas é isso mesmo). Dar um reset na vida e voltar um pouco mais localizado nesse mundo diferente. 
Pensei em ir à Patagônia, mas acho que o dinheiro só dar pra ir até o Suarão. Mas pensando bem, pode ser um investimento. Eu vendo tudo, tiro férias e faço um tour por Malásia, Finlândia e Polinésia, escrevo um livro, fico rico e mudo de vida.
Claro que essas coisas não acontecem (tá, as vezes sim), mas, de verdade, preciso encontrar o jeito certo de fazer as coisas entrarem nos eixos, de uma vez por todas e para sempre. 
Enquanto não acho um norte para começar, vou contando histórias por aí, como a do barco, que é muito boa!




sexta-feira, agosto 23, 2013

Vai, Wendel


Wendel é um jogador do Palmeiras. Acho. Ele está no Palmeiras, mas, acho que não joga desde março. Wendel é esforçado, aceitou reduzir seu salário pra jogar no verdão. Mas, jogar, de fato, isso ele  não tem feito. Quando muito, fica no banco de reservas, mas não chega nem a aquecer. Mas assim como os Palmeirenses, ele ama o time. E acho que ama mesmo...
Mas o Wendel é muito ruim. Muito mesmo.
Agora que vocês sabem que ele é, vou explicar a importância dele na história que vivi ontem no Estádio do Pacaembu. 
Depois de uma jogada horrorosa do Luis Felipe, o Daniel, que trabalha comigo, gritou, brincando: "Põe o Wendel, porra!"
Daí que um gordo saiu xingando a gente, falando que a gente era filho da puta, que não levávamos o time a sério, porque "o Wendel é tão merda, que nem a mãe dele pode pedir pra botarem ele no jogo".
Começamos a rir, achando que o gordo tava brincando, eis que ele aponta e diz, "vocês mesmo, filhos da puta".
Aí entra o outro imbecil da história o Vovô Garoto. Manja esses velhos que não aceitam muito bem a idade? Então. Boné pra trás escondendo seu cabelo branco e ralo, jaqueta apertadinha, Nike Shox e gírias como "não viaja", "tá ligado" e "demorou". 
Este velho ridículo vira pra gente e solta a seguinte pérola: "Vocês falam merda e tem mais é que serem xingados. Não gostaram xinguem de volta."
Educadamente, me dirijo a ele e digo: "Senhor, agora temos que escolher como vamos brincar?"
"Claro! Pedir Wendel? Voces são idiotas?"
Já com um pouco menos de paciência, respondi: "Abaixa a porra da voz, babaca do caralho".
Aí ele se acalmou e voltamos a ver o jogo. Palmeiras ganhou, o Wendel não entrou e tudo deu certo.
Mas porque eu estou falando disso? 
Sempre me perguntei como torcedores do mesmo time conseguem brigar entre si no estádio.
Se não fosse o Wendel, jamais aprenderia isso.
Obrigado, Wendel!




terça-feira, agosto 20, 2013

Take it easy, man



Pressa...quem não tem? Estamos sempre correndo, temos pressa, ainda mais quando somos jovens, ficamos naquela de,  "quanto mais rápido eu tiver tudo o que eu quero, mais tempo eu terei pra aproveitar". Tá bom...
Quando eu era mais novo, queria tudo. Ter um carrão, casar, ter filhos, um apartamento bacana, viajar o mundo, tocar guitarra, fazer teatro...tudo de uma vez. Resultado: cheguei aos 30 com as mãos abanando.
Daí a gente começa a analisar onde tudo deu errado e descobre que nada deu errado. As coisas tem mesmo um tempo certo pra acontecer. Tá, você pode até pensar que eu vivo de clichês e filosofias baratas. Pode até ser. Mas volte sua vida em 5 anos. Pense em como você era, pense no que você conquistou e no que você é hoje. E aí? O cara de 5 anos atrás conseguiria lidar com a rotina, os problemas, as frustrações que você tem hoje? E as conquistas, teriam o mesmo valor? Não, né? Foi o que pensei.
Até mesmo algumas prioridades mudam (pra alguns. Sério, ainda conheço gente que, na minha idade, acha foda colocar neon no carro e buzinas "divertidas")
Provavelmente, daqui 5 anos, nem tudo que você tem hoje será suficiente ou nem mesmo será necessário. Suas atitudes corajosas serão chamadas de ridículas e o que hoje você se orgulha de fazer, se tornará um segredo que apenas seu bonequinho do Spiderman melhor amigo saberá. 
Ah, mas o que eu sei da vida? Não tenho muita coisa, nunca saí do país,sou solteiro, tenho 33 anos e, enquanto minha irmã mais nova tem 2 filhos, eu tenho um cachorro que parece um debiloide.
Mas tudo bem. Até aos 38 tem tempo. Ainda acha que tudo isso é um puta clichê?
Vc deveria ter me visto aos 28..

Não faço ideia porque essa música está aqui. Mas é divertida...



domingo, agosto 18, 2013

Epifania


"Epifania é uma súbita sensação de realização ou compreensão da essência de algo". O termo é usado nos sentidos filosófico e literal para indicar que alguém "encontrou finalmente a última peça do quebra-cabeças e agora consegue ver a imagem completa".
Era um domingo normal, daqueles gelados, em que você tem como companhia um cobertor, uma calça de moleton verde e uma blusa marrom e claro, meias. Nesse exato momento, eu tenho só uma, a outra se perdeu no cobertor azul. São daqueles péssimos pra se passar sozinho, porém, eu não tenho muita escolha. Para ocupar minha cabeça, comecei a escanear fotos antigas; Nelas, encontrei a versão jovem dos meus pais, avós, primos, tios, gente que já se foi, gente que eu não vejo há anos. Mas o que me assustou foi ter me visto com essas pessoas tão importantes e perceber a pouca importância que eu dei à elas nos últimos, 5, 10 anos, sei lá. Em algum momento da minha vida eu me desconectei de pessoas, abri mão da família, amigos. Por que? Vai saber. 
Lembrei dos meus primos..Éramos 3, da mesma faixa etária. De um dia pro outro, fiquei sozinho aqui. Não sei até que ponto isso contribuiu para que eu me tornasse uma pessoa estranha, distante. Conversei com a minha mãe numa dessas madrugadas em que ela perde o sono e eu estou zanzando pela casa à procura de alguém pra conversar. Descrevi a sensação de solidão, de não saber exatamente quem eu sou, de saber que eu não posso ser 100% eu mesmo enquanto eu não atingir o equilíbrio que eu tanto procuro e consigo manter por um tempo, mas que é arruinado por 5 segundos de "mental breakdown". 
Essa semana me ensinou muita coisa, mesmo. Da ligação da Thaís na segunda feira, que sempre esteve ao meu lado, como um anjo, que viu alguns dos meus ataques de fúria ou depressão, e com quem eu não falava há anos. Aprendi demais com o pessoal do trabalho o significado de palavras como "resiliência", "determinação", "superação" e "humildade". Decidi abrir as portas da felicidade para quem me abriu as portas do mundo, me ensinou a ser homem, a ser responsável e tentou ao máximo me ensinar a ser civilizado. 
Me resta, agora, depois de terminar de escanear as fotos, encontrar a peça que falta do meu quebra-cabeças, pra que eu veja a imagem completa.
A jornada será longa, mas pode ser que seja divertida.

Enquanto estava tentando desenferrujar  escrevendo , revendo as fotos, ouvia a trilha sonora do Snoopy...não sou uma gracinha?