segunda-feira, outubro 28, 2013

Os Meus Dez Mandamentos



Depois de um final de semana com família, o primeiro de folga nesse mês, cheguei à algumas conclusões sobre relacionamentos. Na minha família, todos tiveram e ainda têm longos relacionamentos. Até a Renata, que eu peguei no colo, aos 24 está lá, casada, linda e feliz como eu nunca vi, após 9 anos juntos com o destemido Henrique.
Depois de rir muito discutindo minha vida amorosa com meus tios, primos, pais, meu cunhado e minha irmã, Moisés saiu do meio do mato e jogou uma tábua na minha cabeça com os mandamentos da minha vida amorosa. 
São eles:

1 - Se você não for fazer algo para sempre, não faça nunca
2 - Tempo e desculpa, quem quer arruma
3 - Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo. Evolua, mas não perca sua essência.
4 - Se alguém não faz questão de sua família, não faça questão dela.
5 - Nunca confie em alguém que beija de olhos abertos
6 - Apenas sua família tem obrigação de aturar sua personalidade difícil
7 - Não faça planos sozinho. Antes de tirar os pés do chão, tenha certeza que não está só.
8 - O dinheiro muda as pessoas sem caráter definido.
9 - O amor da sua vida é o que você está vivendo. A vida não é filme.
10 - Não se preocupe com idade, crença, raça, situação financeira ou time de futebol. No fundo, o que importa mesmo é tudo aquilo que você consegue enxergar de olhos fechados, ouvir em um silêncio e sentir sem tocar.

Algo me diz que, finalmente, tudo faz sentido...

Grande Estive...rs





terça-feira, outubro 15, 2013

Clichês e a vida





Clichê Frase ou expressão que peca pela repetição, pelo lugar-comum; banalidade repetida com frequência; chavão. 
Nunca temos tempo pra nada. Gastamos nossos minutos preciosos em coisas sem importância, até que a vida te dá um daqueles socos no estômago que fazem você apagar por alguns minutos e repensar o que você tem feito com sua vida. 
Pois é, aconteceu comigo ontem. Era mais um dia, mais uma segunda. Ainda sentindo os efeitos de um final de semana rodeado de amigos que eu não via há tempos, meu dia de trabalho chegava ao final, tranquilo demais, mesmo para uma segunda-feira. Já na gelada Avenida Paulista, em meio a multidão, recebi uma notícia que me levou para um mundo obscuro, solitário. Uma mensagem de um dos meus grandes amigos, certamente o cara mais alto-astral que conheço, que começava com a frase que não saiu da minha mente: "Eu tenho câncer"
O que me conforta é saber que ele vai escapar, pois ele, como sempre, deu um jeito em tudo, sempre fez tudo ficar bem. Pensando bem, essa doença não faz ideia com quem mexeu. 
Falei com ele depois de sei-lá-quanto-tempo-sem-criar-vergonha-na-cara-e-ligar. E aí entra aquela ressaca moral, recheada de todos os clichês possíveis. "Quem quer arruma tempo, quem não quer, arranja desculpa" ou "a vida passa muito rápido"
Não vou falar que vou viver o amanhã como se ele fosse o último porque eu não sou idiota. Se eu soubesse o dia da minha morte, com certeza não trabalharia 15 horas por dia, não pagaria conta alguma, não deixaria de mandar à merda o policial que toda semana me para na blitz da lei seca e mandaria minha vizinha que me acorda todas as manhãs ao xingar os filhos na hora da escola pra casa do caralho. 
Tentamos seguir o modelo de comercial de margarina, sem nem termos o pão. Procuramos o celular mais moderno, mas não nos lembramos de ligar para falar com quem realmente amamos. Uma casa grande para um coração apertado, também não diz nada. 
- Ah, mas quanto clichê, Léo. 
Sim. Clichês fazem parte da nossa vida e, ao menos pra mim, quanto mais você foge deles, mais idiota você se torna. 
Vá me dizer que você não sonha em encontrar alguém e, juntos, serem "felizes para sempre"? Acho que é hora de você "ser você mesmo". 
Hoje, se eu fosse dar um conselho, seria: "não leve a vida a sério... você não vai sair vivo dela, mesmo"