sexta-feira, novembro 29, 2013

Esperança

Esperança não se compra, nem se vende, nem mesmo hoje, na Black Friday.
De todos os sentimentos possíveis, acho que a esperança é o mais importante. A esperança nos faz levantar da cama todos os dias, olhar no espelho e sorrir. Nos faz acreditar em histórias de amor improváveis, em sonhos impossíveis, em metas inalcançáveis.
Esperança é uma palavra bonita de se ouvir, em qualquer idioma. Esperanza, speranza, hope...esperança.
Em vários momentos da vida, eu não consegui encontrá-la. Procurei em conversas com os amigos, livros, filmes (incluindo Rocky, Karatê Kid e afins).
Procurei na bebida, no cigarro, nas esquinas...não achei.
Na verdade, a esperança vem de dentro, da bagagem que a gente carrega nessa vida, ou em outras, para quem acredita nisso. São momentos que nos definem, histórias que nos cativam, pessoas que passam por nossa vida e deixam sua marca.
Gente que já caiu, levantou, caiu de novo e já está de pé. Porque a vida é assim, mesmo, cíclica. Amores se transformam, amizades se fortalecem, medos se dissipam e a esperança se renova. Tudo ao seu tempo.
Ainda que você tenha perdido um grande amor, uma amizade, o emprego dos seus sonhos, ou um brinco, não perca a esperança.
A esperança é a ponte entre você e a felicidade, acredite.
Livre-se das amarras, das mágoas, dos medos. Não vale a pena.
Permita-se ser feliz, como você nunca foi.
Acredite.



terça-feira, novembro 26, 2013

Estamos apresentando...

Existem 3 coisas na vida que eu não suporto: novela, Roberto Carlos e minha vizinha. Mesmo, de não poder ouvir falar. Porém, só consigo ficar longe das novelas, porque, minha vizinha adora ouvir Roberto Carlos no último volume. 
Mas tem uma coisa que eu sempre gostei nas novelas: os finais. Não por ser o último capítulo (até porque na segunda-feira, começa tudo de novo), mas sim, porque todo mundo que era de bem, se dava bem. 
Esses dias, vivi um final de novela, daqueles bonitinhos em que sua avó faz "ai, fia, que lindo!"
Sabe aquelas personagens que você já chorou junto, já torceu para que elas ficassem com o mocinho da história (aquele moreno, alto, lindo e agora, grisalho), mas que depois queriam que elas ficassem com aqueles caras mais legais (mas não tão bonitos)?

 ------------------ Abertura -------------------------


Domingo encontrei com uma dessas. Tadinha, sofreu tanto com o mocinho. Tanta molecagem, tanta inconstância, tanta confusão, que ela se encheu e foi ser feliz. Passei por ela, com a filha no colo, com o marido ao lado. Olhei pelo retrovisor e estava ela, cercada pela família, com um sorriso daqueles. 

Comercial de manteiga, Itau, Havaianas, algum carro novo que você não pode comprar, TV Xuxa e voltamos.

E quem se lembra daquela que quase ficou louca por causa da loucura dele? História linda, que não poderia terminar de um jeito triste, nem pra ele, nem pra ela.
Pra ela tá tudo bem, tudo certo. Feliz, como era no começo da novela, no fim, tudo deu certo pra ela também, ainda bem. Lá vai ela, iniciar outra história e ser feliz, como merece, desde sempre, para sempre.

E o mocinho? Na verdade, o tal mocinho nunca foi mocinho. Foi de tudo um pouco; músico, jornalista, rebelde com e sem causa, jequitibá, louco e mais outras coisas.

Finalmente, com todo mundo ajeitado na história, ele vai dar o jeito de ter o dele também. Na verdade, até começaram a escrever a história para ele.
E parece bem legal, vocês precisam ver como el....


 ------------------  Créditos finais -------------------------



segunda-feira, novembro 25, 2013

Redenção

Desde sei-lá-quando, tenho a capacidade de marcar a vida das pessoas. Para o bem ou para o mal, meu jeito cativante tem seu lado bom e o lado ruim. As pessoas que eu mais amei nessa vida, sofreram com isso e, consequentemente, eu também. Gente que me ajudou, que conseguiu extrair de mim o melhor e, vez ou outra, ganhou um ataque de fúria de volta. Isso até o último dia 8 de novembro.
Depois de uma semana incrível, com tanta coisa legal acontecendo em minha vida, estava voltando para casa e começou a tocar uma música no rádio.
A cada nota uma lembrança da minha vida, que se transformoram em arrependimento, que se transformou em lágrimas. 
Chorei, como há anos não chorava. Nesse momento, após anos dizendo a quem quisesse ouvir que eu "sou um cara legal, mas com sérios problemas de caráter", me senti livre desse cara. Como se Deus tivesse sentado no banco do passageiro e me dissesse "chore, filho. Coloque tudo isso pra fora. Você está livre. Hoje é a sua redenção."
Encontrei a paz que eu precisava, finalmente. 
Cheguei em casa, abracei meus pais e agradeci aos olhinhos pretos que me fizeram acreditar que nada mais pode dar errado na minha vida.
Finalmente, tudo fez sentido. 
O louco, o bipolar, o transtornado, finalmente foi embora. Tarde demais? Não sei, mesmo. Mas ele não vai deixar saudades.
E porque só hoje eu estou escrevendo isso? Dias depois?
Porque eu precisava ver o que vi, ler o que li, saber o que soube e sentir o que senti. 
E porque tudo tem o tempo certo para acontecer.