segunda-feira, março 10, 2014

Que vida...



Posso fazer piadas politicamente incorretas, não perder nenhum jogo do Palmeiras e não ter que assisti-los sozinho. Não preciso escolher entre alguém e minha família. Não preciso ter desconfiança, medo de mentiras, traições e afins. Não preciso ouvir desculpas esfarrapadas. Posso andar de cabeça erguida. Ouço programas de esporte no rádio. Trabalho tranquilo. Não ouço perguntas como "quem é aquela biscate?", ou "qual a senha do seu Facebook?" e "Até que horas você ficou acordado ontem? Fazendo o que?". Não preciso trocar minhas senhas. Falo com minhas amigas sem ter que ouvir uma tonelada. Não tenho mais minha vida pessoal discutida pelo "Clube das Mal Amadas". Além de passar mais tempo com minha família, ganhei outra, tão especial quanto a minha. Bebo minha cerveja tranquilamente sem ficar olhando no celular a cada 5 minutos. Não ouço críticas por fumar de alguém que fuma escondido (parei de fumar!!). Não sou escondido dos "amigos", sou apresentado normalmente. Assisto filmes bons, ruins, sem ter que ouvir discursos pseudointelectuais. Me sinto o melhor dos homens. 

E o melhor disso tudo,finalmente, sou paz e amor; sim, tenho muita paz e muito amor. 
Comecei a escrever este texto por perceber como eu tinha uma vida merda e achava que estava tudo bem. Tudo é uma questão de perspectiva, de como você encara sua vida. Se você se acha um merda, é na merda que você vai viver, vai se conformar com ela. Hoje, eu só vivo uma vida espetacular, porque é assim que me sinto, e porque a divido com uma pessoa espetacular. Alguém que é meu par em todas as horas, seja na chácara, no estádio, no cinema, no teatro, rindo dos agudos da Cláudia Raia, ou em casa, vendo Eliana e o Dr. Rey. 
Muito amor e muita cultura.




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