quarta-feira, julho 02, 2014

#PrasempreAlemão





Eram 14h em Cajamar quando recebi uma mensagem que dizia: "O Alemão não aguentou.."
De repente, o tempo parece ter congelado ao meu redor; o barulho do escritório sumiu, assim como as pessoas, que entravam e saiam sem parar. O monitor perdeu as cores, o teclado perdeu as letras e foi assim que eu percebi que tinha perdido um grande amigo, o Alemão.
Depois de ser liberado pela minha chefe, saí do Walmart.com rumo à SP, pela Via Anhanguera, pensando em tudo o que passamos juntos nos pagodes, nas horas difíceis, na saúde, na doença, nas festas...
Minhas lembranças foram interrompidas por uma cancela e um grito assustado de "moço!". 
Pois é, a cabine do "Sem Parar" era a outra. 
Dei ré e segui meu caminho pelo lugar certo. Passei por Pirituba, terra do Alemão, do Grande Arte e daquela família que construímos com o tempo e que nos seguia onde quer que fossemos. De longe, avistei o "Academia da Cerveja", primeiro palco que dividi com meu amigo. 
Em uma tentativa frustrada de enganar a realidade, ouvia as últimas mensagens de voz que trocamos no whatsapp. As gargalhadas, o quanto ele se emocionou com o vídeo que eu fiz prometendo que iria com ele ao Itaquerão, com a camisa do Corinthians, torcer pro seu time de coração. 

Pela primeira vez na vida eu estou sem palavras. A única pessoa que era unanimidade nesse mundo se foi. Não conheço ninguém que não goste do Alemão. Ninguém mesmo.
Ver um cara que sempre lutou tanto, contra tudo e contra todos, perder essa batalha assim, deixa a gente meio sem esperança, com a sensação que não se pode vencer, afinal.
Mas, pensando bem, como uma pessoa que brilhou por todos os lugares em que passou, espalhando alegria, amor e amizade pode nos deixar sem esperança? 
Hoje, por mais que a dor seja imensurável, confio que ela irá se transformar em um lindo exemplo de luta, força e fé. A nós que estamos chorando a perda desse cara incrível, resta lembrar as histórias divertidas. E que quando nos encontrarmos novamente, que ele seja lembrado com sorrisos, gargalhadas e aplausos, que era o que ele sempre provocava em qualquer lugar. 
E como lidar com a saudade? Honestamente, ainda não sei, mas vou descobrir.
Até lá, continuarei revendo fotos, ouvindo as músicas e rindo sozinho ao lembrar de você sorrindo, sem graça, ao meu lado nos palcos, me perguntando sempre a mesma coisa: "como é que começa essa música?"

#PrasempreAlemão



Nenhum comentário: