sexta-feira, agosto 15, 2014

Ê, 2014!



2014 não tem sido um ano dos melhores para mim. Ao empunhar a taça de champanhe para brindar a chegada do novo ano, não me lembro exatamente do que pedi, mas, certamente, tive problemas de conexão iguais ou piores que qualquer operadora de celular neste dia. Ou não fui ouvido ou chegou tudo cortado e ninguém entendeu.
Algumas perdas pessoais, decepções profissionais, muitas reflexões e muito café, me fizeram rever muita coisa, repensar o que eu quero pra mim daqui para frente.
Fiquei um tempo sentado com meu cachorro há alguns minutos. Enquanto ele pulava em cima de mim e lambia minha cara como se eu fosse um osso gigante, lembrei da época que ele chegou e em que condições. 
Sei que já contei essa história aqui, mas não esqueço de como ele era assustado, magro e triste. Vítima de maus-tratos, Akeem, o príncipe de Zamunda, não deixava ninguém encostar em seu pescoço, traumatizado por passar horas amarrado em uma árvore por um fio, ser chutado, apedrejado e ter seu pelo todo coberto por chicletes. 
Eu só tinha uma opção: acreditar que ele se tornaria um cachorro normal e ensiná-lo a ser feliz. 16 meses depois, ele é o cachorro mais feliz, mais carinhoso e mais especial do mundo. Por que eu estou falando dele?
Essa história me ensinou a acreditar mais nas pessoas (e nos animais), crer que todos precisam de novas chances para encontrar a felicidade. E, acima de tudo, precisamos nos dar a chance encontrar nossa própria felicidade, onde quer que ela esteja.
Nos últimos dias, passei a ter uma postura diferente, visitei alguns amigos, liguei para outros, me aproximei da família e passei a fazer um exercício que, por enquanto, vem me dado a paz que 2014 insiste em querer tirar. 
É simples: quando alguma coisa me deixa chateado, no mesmo minuto eu penso em algo bom que posso fazer por alguém, para equilibrar o universo.
Coisas simples: recomendações no LinkedIn, fotografar o salão de beleza para ajudar na divulgação, fazer uma foto da galera reunida e colocá-la em um quadro para decorar o apartamento novo, criar uma página no Facebook para ajudar o trabalho de uma amiga. Coisas simples, mas que me trouxeram muita alegria ao ver o sorriso e a gratidão de cada um.
O que eu quero em troca? Nada. 
Mas se você achar que vale a pena, faça isso por alguém. Poucos minutos da sua vida podem melhorar o dia de uma pessoa. E pouco a pouco, o triste 2014 vai ganhando cores.

Se eu fosse um cara descolado, poderia ser esse do comercial da Coca



E que no dia 31/12 deste ano eu esteja operando em 4G. 


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