sexta-feira, outubro 03, 2014

What if...



Sempre achei que as coisas acontecem por acaso, que cada grão de areia está onde está por um motivo certo, uma razão especial. Hoje revi uma cena de um dos filmes que mais gosto. Em "O curioso caso de Benjamin Button", eu percebi como as vezes somos meros espectadores de nossas vidas. 
Como se um carro viesse em sua direção e você só pudesse cerrar os olhos e contrair os músculos esperando o impacto.


Eu vivo me fazendo esta pergunta: "e se?"
E isso não é tão legal assim. Confesso que isso me deixa confuso. Ao mesmo tempo que penso que somos os únicos responsáveis por nosso destino e que nossas escolhas realmente nos definem, quando me faço essa pergunta curta e que nunca tem uma resposta exata, penso que apenas fazemos o que o universo quer que a gente faça. Será que eu escolhi estar escrevendo sobre isso isso as 03h44 da madrugada, após cochilar por 2 horas e perder o sono, ou o universo me acordou? Vai saber.
Sempre penso nisso, principalmente quando lembro das pessoas que eu perdi. 
E se meu tio não tivesse contrariado os médicos e parado de fumar e beber? 
E se a tristeza de perder o pai não tivesse consumido meu primo até seu último dia? 
E se o Nando não tivesse tirado o cinto de segurança para tirar fotos momentos antes do acidente? 
E se o Daniel não tivesse reagido ao assalto? 
E se meu tio não tivesse perdido seu filho em um assalto? 
E se o Alemão tivesse suportado o transplante. 
E se?
E se?
Eu não sei se é o vinho, a saudade, ou a mistura de ambos, mas comecei a pensar nisso esta noite. Quem está no controle? Nós? O universo?
Vai saber.
Prefiro pensar que nós estamos no controle. Melhor assim. Eu não conseguiria ficar sentado em casa, esperando o universo decidir o que vai ser do meu dia, da minha vida.
Mas sempre vou me perguntar, toda vez que olhar pra trás e sentir saudade:
E se?

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