quinta-feira, janeiro 23, 2014

De você...





Poderia falar da dor de uma mentira. Poderia falar da escuridão. Poderia falar da loucura, da solidão. Das mesmas desculpas, das mesmas decepções. Dos dias de sol sem uma sombra, das noites frias sem proteção. Das tardes de chuva sem o café quente, das manhãs de domingo sem Chico. Da vida que se foi, sem nunca ter vindo. Do amor, que não era, nem será. Do pobre jequitibá.

Prefiro falar da vida que segue, mais que isso, a vida que leva, que levo. Das noites de sexta, dos filmes, dos livros. Das mãos dadas, do sorriso tímido, dos olhos pretos, da pele morena. Da tia dos meus sobrinhos. Dos sábados de chuva, onde dois são um, ou são dois. Dos sábados de sol, no campo, na cidade, no estádio, vestindo verde. Dos domingos em família, do bolo de fubá, do biscoito de polvilho, do café forte. Dos olhares que desarmam, dos beijos que aquecem, do toque que acalma. 
Falar do presente, do futuro. Da Luisa, com "S" ou com "Z", do Lucas, que já foi Lucca.
Da certeza, que nunca foi dúvida, não depois daquela noite de primavera.
Falar da confiança, do amor mais simples, sem complicação, sem desconfiança. Dos olhares que se encontram, do fôlego que se perde, em uma gargalhada ou em um beijo.
Poderia falar de tanta coisa que já tive, mas prefiro falar do que nunca tive, e que agora, tenho para sempre. 
De amor, de paz...de você.


terça-feira, janeiro 21, 2014

Curtinho

As vezes nos desesperamos quando perdemos um grande amor, não conseguimos aquele emprego legal, aquele carro dos sonhos ou até mesmo a viagem que planejamos por muito tempo. Precisa de algum tempo até que a gente se de conta que foi melhor assim. Verdade, se você planta o bem, vive de acordo com sua verdade e seus princípios, o tempo se encarrega de dar o que você merece. Muitas vezes é mais do que você imaginava. Ser feliz é uma consequência de tudo o que você faz enquanto tudo parece dar errado. Siga seus sonhos e ouça seu coração. Já parou pra ouvir o que ele fala além de "tum-tum"?


segunda-feira, janeiro 06, 2014

À Espera de um Milagre...ou de cebolas


Estava jantando no América e lembrei do Outback. Nada a ver, mas eu e meus coleguinhas discutimos esse nobre point de comida australiana*. Eu gosto de ir lá, mas só tem um problema: não consigo uma mesa há 4 anos. 
Esse mês tentei ir 4 vezes. Em 3 delas, a fila estava tão grande que pulei de uma escada rolante para outra. Cheguei perto uma vez, mas a gorda que atende os gordos que vão comer hostess, meio que desanimada, me disse
- Senhor, temos uma fila de espera de 9 dias, tudo bem?
Mesmo assim, quando você se anima em dar seu nome na fila de espera e levar aquela trolha que vibra (se você pensou em algo de cunho sexual, você é um idiota), você fica refém daquela droga, afinal, é óbvio que você não vai fazer nada que não possa ser interrompido bruscamente, ou seja, não vai ao banheiro, não vai fazer compras, não vai deixar as compras no carro, não vai ao mercado. Imagine esperar por 2 horas e não chegar à recepção a tempo de desfrutar de sua reserva. Triste, não?
As vezes eu acho que os franqueados do Outback, além de toda a estrutura da marca, recebem cerca de 100 pessoas, que ficam armazenadas em um quarto refrigerado, para que nos dias mais vazios, a casa esteja sempre lotada. É impressionante! Conhecer alguém que foi ao Outback, daqui algum tempo, será tão raro quanto conhecer alguém que ganhou na Mega Sena ou tem o aparelho do Ibope em casa. (ia falar do enterro do anão, mas o Nelson Ned acabou com essa piada ontem.)
Confesso que tenho algumas lembranças ruins deste lugar. A principal delas foi ter perguntando a um simpático gordinho, de camisa polo laranja, quanto tempo eu teria que esperar para jantar tranquilamente com uma amiga. Ele foi um tanto quanto mal-educado. Franziu a testa e me disse:
- Vá se foder, cara! Eu não trabalho aqui.
Uma das metas para 2014 é ir ao Outback e conseguir entrar. A outra é ganhar na Mega Sena.
Difícil saber o que tá mais fácil.

*Eu não sei se comem isso na Austrália. Aliás, de lá eu conheço o Crocodilo Dundee e a Olívia Newton-John.