segunda-feira, setembro 29, 2014

Dá um pause aí, rapidão





Alemanha x Brasil, Goiás x Palmeiras, nem mesmo Spiderman x Electro. Nenhum duelo foi tão desigual quanto Leo Pollisson x 2014. E eu reconheço que tomei um pau feio. Entreguei os pontos. Chega! 
Mas estamos no final de setembro! Sim. Pra vocês verem a merda. 
Os poucos e bons que leem este singelo blog, em algum momento devem ter pensado que o Marcelo Rezende roubou minha senha e desandou a contar histórias tristes. 
Corta pra mim o caralho! 
Nos últimos dias desenvolvi uma teoria da conspiração que desde o minuto que um ciclista bateu na traseira do meu carro e quase foi parar no banco ao lado da minha mãe, minha sorte virou. O moleque deveria ser um cigano, um gnomo, um corinthiano, sei lá, alguma tipo de pessoa que se você mexe, uma maldição desencadeia.
De lá pra cá eu perdi meu primo, meu tio, um dos meus melhores amigos, tive crises de pânico, fui demitido de um emprego que eu adorava sem saber direito o porquê e, pra piorar, continuo Palmeirense doente. 
No dia em que saí do Groupon, tracei um plano pra minha vida: descansar e voltar a trabalhar só depois da Copa. Mas o nível da minha autoestima estava como a daqueles caras que tomam um pé na bunda da namorada e começam a namorar no outro final de semana, só pra provar pra ex que você não precisa dela. E aí sabe como é. Logo você não consegue nem falar com ela pelo telefone. Ir à casa dela, muito menos. Ainda mais se ela morasse em Cajamar longe. 
Aí você termina, decide curtir um pouco, tomar uma com os camaradas, viajar e quando vê, começa a namorar de novo, pra provar pra ex que você arruma namorada quando quer e pra irritar a menina de Cajamar  que mora longe que falou mal de você pra todo mundo, porque óbvio, você foi um pouco filho da puta.
Resumindo: é hora de dar aquele pause, rapidão, porque eu cheguei naquela parte do filme que você não pode perder nada, nem um segundo, senão o resto do filme não será entendido e o que você já assistiu não terá importância.
Foi assustador ver minhas boas noites de sono indo embora, as conversas com com meus pais e minha namorada eram monossilábicas e nem mesmo estava conseguindo escrever aqui. As baboseiras no Facebook, nem pensar. Nem mesmo tirar uma boa foto dos meus sobrinhos. Foda
Chegou a hora de esfriar a cabeça, viajar, ficar mais com a minha família, com a minha namorada, cuidar da saúde, ir visitar minha avó. Tudo isso sem pensar em trabalho, textos, revisões, campanhas, ofertas, avaliações, metas e coisas do gênero. 
Antes que seja tarde. Afinal, amigos, na porra do controle remoto da vida não tem rewind.